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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Brasil Envia Soldados Para a Fronteira Com Bolívia


Em meio a um clima de tensão entre Bolívia e Brasil, Brasília, enviou para a cidade brasileira de Capixaba, tropas do Exército como uma medida preventiva, que permanecerá no local até a situação voltar a normalidade.


De acordo com informações divulgadas pelo site  Erbol, a Embaixada brasileira sustenta que os colonos que vivem na zona fronteiriça que separa as cidades de Pando e Acre denunciaram ações violentas dos soldados bolivianos. Os soldados cercaram as casas, mataram animais e submeteram os moradores a maus-tratos.

A ocupação por colonos da região da Bolívia causa tensão entre os dois governos desde 2006, quando o presidente Evo Morales afirmou que o território boliviano dentro de um trecho de 50 quilômetros da fronteira não pode pertencer a estrangeiros.

Na sequência das queixas dos moradores, esta semana receberam um ultimato de La Paz para abandonar as suas terras até 25 de maio, os soldados bolivianos circularam pelas ruas da cidade brasileira de Capixaba carregando armas na cintura, de acordo com a Folha de São Paulo.

O encarregado da Embaixada do Brasil em La Paz, Eduardo Sabóia informou que os colonos por intermédio de testemunho e fotografias comprovaram a presença de tropas armadas bolivianas em território brasileiro, o que viola as normas internacionais.

Sabóia foi recebido na sexta-feira na sede da Embaixada da Bolívia, enquanto o mesmo dia, o Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ruy Nogueira, conversou por telefone com seu homólogo boliviano, Juan Carlos Alurralde.

Por sua parte, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão disse que o ultimato dado aos produtores brasileiros para deixar a região em Maio  viola um tratado em vigor entre os dois países, que prorrogou o prazo para os brasileiros até 31 de dezembro. "O Exército boliviano disse aos produtores que o prazo é 25 de maio, mas que não coincide com o acordo", disse ele.

O acordo entre os dois países que buscam a retirada dos produtores brasileiros na área ocorre de forma pacífica. A idéia é realojar as famílias no Sertão dos dois países com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Brasil (INCRA).

De acordo com o escritório do INCRA  no Acre, a chancelaria brasileira listou em 2010 cerca de 554 famílias que devem ser retiradas da fronteira com a Bolívia. Destes, 120 foram reassentadas em 2011 e 150, será este ano. O resto só pode ser removido do local em 2013, relata o INCRA.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Mulher Exige Mais Espaço na Política Brasileira

No ano em que se completam oito décadas da instituição do voto feminino no Brasil, a presença de mulheres em cargos políticos ainda deixa a desejar


Ô abre-alas/ que eu quero passar!” Até hoje ecoa o inesquecível refrão da primeira marchinha a estrear no Carnaval, composta por Chiquinha Gonzaga (1847-1935) em 1889, o ano da Proclamação da República. De caráter simbólico, o hino realmente abriu alas: feminista, abolicionista e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, Chiquinha morreu empunhando o estandarte da batalha pelos direitos autorais dos músicos. Politicamente, ela pôs na rua a comissão de frente para as gerações de mulheres que a sucederam no tempo e na história.

No rastro do legado de Chiquinha, em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres conquistaram o direito, até então somente masculino, de exercer a participação política como eleitoras e candidatas. E, um ano depois, escolheu-se por meio do voto a primeira deputada federal brasileira: Carlota Pereira de Queirós. Antes disso, as mulheres eram consideradas “menores de idade”, como os índios – sem direitos mínimos e elementares, como trabalhar fora de casa.

O cenário mudou radicalmente, em 2010, quando Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil. Mas nosso universo político continua a dever para o gênero feminino. É recente, na verdade, a “maioridade” da mulher nos meandros da política nacional. O grande marco é de 24 anos atrás, na Assembleia Constituinte, que determinou a ampliação dos direitos civis, sociais e econômicos da mulher. Em 2012, as diferenças ainda gritam. As mulheres, as quais representam mais da metade do eleitorado brasileiro, possuem representações mínimas na Câmara dos Deputados, no Senado e nas assembleias legislativas. Na Esplanada, devido à onipresença de Dilma, esse número é melhor, porém relativo: apenas 26% dos ministérios são administrados por mulheres em áreas importantes.

Existe essa ideia de que a mulher brasileira não vota em mulher e isso não é verdade. As eleições de 2010 provaram que isso não se sustenta. Tínhamos nove candidatos à Presidência da República, sendo sete homens e duas mulheres. Essas duas mulheres levaram dois terços dos votos.

A mulher precisa de mais espaço na política para que ressalte o potencial que ela tem na sociedade. Só assim, será capaz de termos uma sociedade justa e igualitária. A mulher tem determinação e não deixa se abater com obstáculos que o dia a dia impõe, são mulheres assim, de fibra, coragem, vontade, sonhos, esperanças e capacidade para lutar por uma sociedade onde todos tenham oportunidades iguais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Crescente Discussão Entre Grã Bretanha e Argentina Sobre Ilhas Malvinas


Cristina Fernández de Kirchner anunciou que o ministro argentino para assuntos estrangeiros vai fazer uma reclamação formal sobre a "militarização" das Ilhas Malvinas na ONU.

Argentina apresentou um protesto formal na Organização das Nações Unidas sobre "militarização" da Grã-Bretanha da Ilhas Falkland , alimentando ainda mais os problemas entre Londres e Buenos Aires.

O ministro argentino, Héctor Timerman, apresentou uma queixa na sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que expressou preocupação com as trocas de acusações cada vez mais fortes em um resumo da reunião dada por seu escritório para jornalistas.

A presidente Cristina Fernández  Kirchner anunciou a mudança no início desta semana como parte de sua estratégia de internacionalizar campanha da Argentina sobre a disputa das Ilhas do Atlântico Sul.
Ela disse "a expedição da Grã-Bretanha de um moderno contratorpedeiro, HMS Dauntless, para substituir um navio mais antigo, como o treinamento do Príncipe William em uma busca e resgate de um piloto de helicóptero, foram provocações e apresentam um "risco grave para a segurança internacional". Grã-Bretanha disse que as implantações eram rotina.
Ela também expressou preocupação de que a Grã-Bretanha pode estar enviando armas nucleares para as ilhas, uma referência à imprensa britânica que um dos submarinos da classe Royal Navy Trafalgar  estava a caminho para a região. O Ministério da Defesa não quis comentar sobre essas manobras.

Timerman, um defensor enérgico das queixas da Argentina, também deve se reuniu com o diplomata togolês Kodjo Menan,  que detém a Presidência rotativa do Conselho de segurança das Nações Unidas e o embaixador de Cuba Pedro Nuñez Mosquera, chefe do Comitê de descolonização das Nações Unidas. Mais tarde ele era esperado para enfrentar a mídia.

A Argentina reclama que a Grã-Bretanha roubou as ilhas, situada a 300 milhas da costa da Patagônia, em 1833. Argentina chama o arquipélago Las Malvinas.

O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, deveu-se abordar os meios de comunicação após a conferência de imprensa Timerman. Na quinta-feira, David Cameron reiterou a soberania britânica, dizendo: ". Enquanto o povo das ilhas Falkland quer manter esse estatuto, vamos ter certeza de que eles fazem e vamos defender as Ilhas Falkland corretamente para ter certeza que é o caso"

As tensões entre os dois países subiram no período preparatório para o 30 º aniversário da guerra das Malvinas, em que uma força expedicionária britânica expulsou as tropas argentinas.

Relações melhoraram nos anos 1990, mas pioraram novamente em 2010, quando empresas britânicas começaram a perfuração de petróleo, provocando um desconforto comercial e diplomático com a presidente da Argentina. Recentemente, ela convenceu grande parte da América Latina a proibir os navios que arvoram a bandeira das Ilhas Falklands para os seus portos.

As ilhas têm já experimentado a falta de frutas frescas, principalmente bananas. No entanto, ele teme que a Argentina vai fechar seu espaço aéreo para um voo semanal comercial entre o Chile e as ilhas, a sua principal ligação com a América do Sul e do mundo.


Leia mais em: http://www.guardian.co.uk/uk/2012/feb/10/falkland-islands-argentina-formal-protest-un

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vereador de Sidrolândia Faz Greve Parlamentar Por Falta de Ar-Condicionado


Polêmico, vereador Di Cezar faz greve parlamentar por falta de ar-condicionado






O vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia, Cezar Luiz Asmann, o “Di Cezar” do PSDB, resolveu de forma inédita no parlamento, fazer “greve parlamentar” por conta de um problema técnico no aparelho de ar-condicionado de sua sala, que parou de funcionar.
Esbravejando, o nobre edil relatou o problema ao presidente da casa, vereador Jean Nazareth (PT) na tarde de ontem e afirmou que a partir daquele momento estava interditando sua sala (que fica no 2º piso) devido à mesma não oferecer o conforto e aconchego merecido pela sua excelência.
Jean relatou ao vereador “reclamão” que é normal equipamentos eletrônicos apresentarem defeitos com certo tempo de uso, ainda mais, se tratando de aparelho que já tem mais de 6 anos de sua fabricação. Mesmo diante da explicação e da declaração do presidente de que irá comprar um aparelho novo e moderno ao vereador, Di Cezar não quis saber e em protesto, colou nota de repúdio na porta de seu gabinete.
Com dizeres Interditado por falta de condições de trabalho, Di Cezar pode ser um dos primeiros parlamentares do Mato Grosso do Sul a justificar sua ausência no parlamento por falta de condições de trabalho. Jean afirmou que sua gestão frente ao legislativo tem priorizado as condições de trabalhos dos vereadores.
Ele afirma que Di Cezar tem a sua disposição três assessores exclusivos, veículo com tanque cheio para desenvolver suas atividades, dois computadores em seu gabinete, frigobar surtido com guloseimas e água mineral gelada, além de duas impressoras, todo material de papelaria, assessoria jurídica e quando sai em visita oficial fora do município, recebe diária para pagamento de despesas de viagem.
"É obvio que todos esses benefícios são colocados à disposição dos demais vereadores, mas, não posso crer que uma pessoa eleita para exercer seu papel de legislador, declare que não irá trabalhar por conta de um ar-condicionado que deu problema", relata Jean.
Ponto de Vista Eletrônico
Esse é a realidade no Brasil, infelizmente enquanto o povo tem que trabalhar arduamente para tentar dar a sua família uma vida digna, políticos em geral fazem greve por mais regalias que um trabalhador comum nunca terá.


Leia mais em: http://www.regiaonews.com.br/exibe.php?id=132110

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ditadura ou Regime Militar?

SANTIAGO - O governo chileno decidiu eliminar dos livros escolares a expressão "ditadura militar" em referência à gestão de Augusto Pinochet (1973-1990), para passar a utilizar "regime militar".
- Geralmente é mais usada a expressão regime militar - explicou o ministro da Educação, Harald Beyer. - As expressões são mais gerais.
A mudança foi adotada após uma sessão extraordinária do Conselho Nacional de Educação. Segundo o ministro, o Chile realmente viveu um regime ditatorial naquele período, mas a decisão pela mudança foi tomada após consulta a vários educadores.
De acordo com o jornal local "El Dínamo", a proposta prevê a comparação de "diferentes visões sobre a quebra da democracia no Chile, o regime militar e o processo de recuperação no fim do século XX".
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/chile-elimina-expressao-ditadura-militar-de-livros-escolares-3566980#ixzz1iiLWqMI5 



Ponto de Vista Eletrônico


Foi uma ditadura? Evidente. Ele foi um regime militar? É claro. No estrito rigor, ambas as categorias são usadas para rotular o período do Chile entre 1973-1990. O que hoje está em discussão não é uma questão de precisão conceitual, mas um reconhecimento do poder simbólico das palavras. E o termo de ditadura exprime uma carga maior de rejeição.

Pinochet perdeu o plebiscito com a votação nada negligenciável de 44% de adesão. Com o tempo, seus seguidores foram baixando. Primeiro porque a democracia da Concertación ( coligação ) acabou por ser muito digestível para a direita. Em seguida, porque todo o Chile abriu seus olhos para violações aos Direitos Humanos que foram negadas ou caladas durante tantos anos. Mais tarde porque o ditador foi dizimado politicamente perante os tribunais de Madrid, Londres e Santiago. Os fãs também diminuíram quando se soube das contas secretas da família Pinochet. De acordo com estudos, o parecer que hoje têm os chilenos durante os 17 anos de parêntese democrático é mais negativo do que nunca. Da mesma forma é consistente usar o termo que melhor reflete a correlação de forças: ditadura.
Concordo na imprudência que é impor "por decreto", termos ou expressões que têm um grande significado político e ideológico e que, portanto, produzir desnecessárias divisões na sociedade chilena. Neste sentido, seria melhor dar critérios educacionais ou orientações para permitir que professores discutam estas questões com os alunos sem os preconceitos que produzem termos tais como os listados.

Alterar o termo "ditadura militar" demonstra a clara intenção de manter os alunos numa espécie de "doutrinação" ou "história oficial" que significava o regime não democrático que governou o Chile por 17 anos e para que não há nada melhor que usar e manter o termo "ditadura".


Grave é que as decisões tomadas na entidade pública responsável pela garantia da qualidade educacional e conteúdos curriculares, se apoiem na ignorância.


É claro, que o ideal é que esse tipo de discussão deveriam ser feita em espaços deliberativos menos duvidosos. Assim como a substituição de um conceito com tanta carga, não pode ser "um sonho", que tem um funcionário entre seus devaneios da meia-noite, nossos alunos não podem ser formatados entre vetos e verdades oficiais; e assim como a esquerda deve aceitar que regimes não democráticos no estrangeiro merecem a mesma qualificação, o direito deve entender que sua posição temporária no poder não pode torcer a percepção histórica por decreto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Política: Governo Dilma E Suas Crises

Entenda cada uma das crises que já atingiram os ministérios de Dilma desde o início do governo:

ESPORTE
Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Orlando de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista "Veja".
Daniel Marenco -15.out.2011/Folhapress
O ministro do Esporte, Orlando Silva, 
chega para dar entrevista coletiva em hotel, em Guadalajara, no México

O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que irá investigar as acusações.
Segundo o ministro, que tem desqualificado o policial militar em entrevistas e nas oportunidades que falou do assunto, disse que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das denúncias.
Em nota, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.
De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.

TURISMO
A situação do ex-ministro do Turismo Pedro Novais ficou insustentável no Planalto e dentro de seu próprio partido depois de duas revelações da Folha: a de que ele pagou com dinheiro público o salário de sua governanta por sete anos e a de que sua mulher usa irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular.

Alan Marques - 23.ago.2011/Folhapress
Ex-ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB)

Ele estava em situação delicada desde o começo de agosto quando uma operação da Polícia Federal prendeu 35 pessoas, incluindo o então secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa.
Logo após a sua nomeação, em dezembro de 2010, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que Novais usou R$ 2.156 da sua cota parlamentar para pagar despesas de um motel em São Luís, em junho do ano passado.
No mesmo mês, a Folha mostrou que Novais foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Federal.

AGRICULTURA
No dia 17 de agosto, o então ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), pediu demissão, atingido por uma onda de acusações que apontou pagamento de propinas, influência de lobistas e aparelhamento político em sua gestão no ministério. Foi substituído por Mendes Ribeiro (PMDB).
Sergio Lima - 10.ago.2011/Folhapress
Ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB)

Os problemas do ministério começaram quando o ex-diretor financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Oscar Jucá Neto, irmão do líder no governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), afirmar que havia "bandidos" no órgão e sugerir que Rossi participava de esquemas de corrupção.
Após nova reportagem da revista "Veja", desta vez sobre a atuação de um lobista no ministério, o então secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, pediu demissão do cargo.
A situação do ministro se agravou após Israel Leonardo Batista, ex-chefe da comissão de licitação da Agricultura, afirmar em entrevista à Folha que o Ministério da Agricultura foi "corrompido" após a chegada de Wagner Rossi à pasta. Segundo Batista, o ministro colocou pessoas no assinar o que não devem".
Outra acusação que atingiu o ministro foi a revelação, pelo jornal "Correio Braziliense", de que Rossi e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram várias vezes em um jatinho pertencente a uma empresa de agronegócios. Ele admitiu ter pegado carona no avião.

DEFESA
A queda de Nelson Jobim (PMDB) do Ministério da Defesa, ocorreu no dia 4 de agosto, após desavenças com Dilma e declarações de que havia votado em José Serra (PSDB) na eleições presidenciais. Foi substituído por Celso Amorim.

Leslie E. Kossoff - 12.abr.2010/France Presse
Ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB)

A situação piorou após Jobim dizer, à revista "Piauí" a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) é "fraquinha" e que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) "sequer conhece Brasília".
Antes, Jobim também causou constrangimento ao Planalto, na solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na ocasião, disse ser preciso tolerar a convivência com "idiotas", que "escrevem para o esquecimento". Ele explicou que se referia a jornalistas, mas petistas entenderam como recado ao governo.

TRANSPORTES
Em 6 de julho, foi a vez de Alfredo Nascimento (PR) se demitir dos Transportes no dia 6 de julho, após ter seu nome envolvido em um escândalo de superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos. Foi substituído por Paulo Sérgio Passos (PR).
Alan Marques - 16.ago.2011/Folhapress
Ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR)

A crise começou com revelação pela revista "Veja" de suposto esquema que envolvia dois assessores diretos do então ministro. O ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, e o ex-diretor-presidente da Valec (estatal de obras ferroviárias), José Francisco das Neves, também foram citados.
Segundo a revista, o esquema seria coordenado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, e renderia ao partido até 5% do valor dos contratos firmados pela pasta e sob a gestão do Dnit e da Valec. Costa Neto não tem cargo na estrutura federal.
A crise se intensificou com reportagem do jornal "O Globo" revelando que o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Morais Pereira, cresceu 86.500% em dois anos. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal do Amazonas.

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
No dia 10 de junho, Dilma fez uma troca entre os ministros Ideli Salvatti e Luiz Sérgio. Ela deixou a Secretaria de Pesca e assumiu a Relações Institucionais, enquanto ele fez o caminho contrário.
Alan Marques - 10.jun.2011/Folhapress
Ministros Luíz Sergio e Ideli Salvati

A troca aconteceu após longo processo de fritura de Sérgio. Na prática, a articulação política vinha sendo feita por Palocci.
Com a substituição de Palocci por Gleisi Hoffmann em uma Casa Civil menos política e mais gestora, como queria Dilma, grupos do PT passaram a fazer abertamente forte pressão pela troca do petista.
Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura, Sérgio disse que a situação ficou insustentável e decidiu pedir demissão.
Na sua breve passagem pela Relações Institucionais, Luiz Sérgio não conseguiu fazer a interlocução do governo com os partidos e com a base aliada, chegando a ser apelidado, ironicamente, de "garçom" --pois só anotava os pedidos.

CASA CIVIL
O primeiro ministro a deixar o governo, em 7 de junho, foi Antonio Palocci (PT). Gleisi Hoffmann (PT-PR) substituiu Palocci.

Sérgio Lima - 2.jun.2011/Folhapress
Ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci (PT)

Após 23 dias de crise, ele entregou o cargo a presidente depois de a Folha revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010, quando ele foi deputado federal e manteve, paralelamente, uma consultoria privada.
A Projeto, empresa aberta por Palocci em 2006 --quando afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil-- também comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões.
Em entrevista exclusiva à Folha, Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes a Dilma, atribuiu as acusações a ele a uma "luta política" e disse que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.
Foi a segunda vez que Palocci deixou o governo após um escândalo --em 2006 deixou o Ministério da Fazenda após suspeitas de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Extrema vergonha brasileira!!!

Nunca presenciamos tanto alvoroço na psicosfera da política brasileira. Procuramos acreditar nos políticos que nos representam, mas à medida que nos inteiramos das mudanças políticas, a vergonha bate a nossa cara, e a desconfiança torna-se realidade. Nesse écran negro do parlamento alguns pontinhos brancos conseguem ser vistos,mas isso é pouco demais para essas falcatruas de dimensões insuperáveis, presidente Lula diz que atos vergonhosos são inerentes a democracia, em que o País está inserido. Será???

Desde a minha infância, até a idade que temos hoje, vimos o nosso querido Brasil mergulhado num mar de lama, numa fedentina sem tamanho, que nos envergonha diante de outros países que integram os “emergentes”. Cheguei à conclusão e achei o azimute que nos direcionou para o porquê de tantas críticas aos governos dos militares, tanto em nível estadual, como federal. No governo dos militares esta parafernália maligna não existia, bem como a corrupção que reina escancarada-mente. “O grande Rui Barbosa” (O Águia de Haia) afirmava em sua época com tanta convicção, que um dia o povo brasileiro iria ter vergonha de ser honesto. A época chegou e não adianta vir com tantas churumelas para empurrar o lixo imundo para debaixo do tapete.

Estamos vivendo no meio de um monte de lixo, chamado "Política" e estamos de braços atados a fazer algo, pois votando ou não votando estamos levando o brasil a falência.

Até quando gente, até quando???

Vejam esse vídeo e divulguem o máximo que puderem, talvez consigamos mudar algo na cabeça dessa "corja".

Vejam como é na Suécia. esse vídeo foi censurado no brasil, por que será?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Redefinindo Oportunismo



Todo político é um oportunista por natureza. Mas os que se sobressaem são só aqueles que conseguem pegar carona no assunto do momento, amealhando votos, sem ser notados pela auto-promoção. Sarney já foi bom nessa arte, tanto que enganou o Brasil por mais de 50 anos. Acontece que, depois da chacina de Realengo, ele propôs um novo plebiscito sobre o uso de armas, desafiando a inteligência até mesmo do eleitor mais alienado… É, parece que chegou o momento de Sir Ney encerrar sua carreira.


http://blogs.estadao.com.br/tragico-e-comico/2011/04/page/2/

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O FHC a Unica Esperança da Oposição

Que o PSDB nunca falou a língua do povão, todo mundo já estava cansado de saber. Imagine você: o povão lá passando a maior necessidade, sem hospital, sem escola, e os tucanos falando em “eficiência nos gastos” e “gestão”… Claro que não tem como dar certo. Aí o FHC sai de novo de aposentadoria para dizer o PSDB precisa se dirigir ao seu público, essa tal de nova classe média “possuidora”, que está louca para consumir mais. É o óbvio, mas é aí que fiquei intrigado: se o FHC disse reconheceu a derrota da oposição para o PT em tentar se dirigir ao povão, por que logo os petistas estão atacando-o? E a oposição, pra variar, perdida: uns atiram no próprio pé, outros defendem o texto, mas não conseguem explicá-lo. A esquizofrenia é tanta que tem até gente do DEM atacando FHC… Muito louco, isso, não?
Agora, é sintomático constatar como a oposição está mesmo caindo aos pedaços, já que a única voz ainda capaz de gerar algum debate ali é justamente o FHC, que está aposentado há tantos anos da política. E o pior é que, além de morta, a oposição mostra que, além de não conviver bem com críticas, não suporta 

terça-feira, 29 de março de 2011

PMDB e DEM miram Secretaria


Por FABIO LEITE
Primeira baixa no alto escalão do governo Geraldo Alckmin, a saída do secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, confirmada pelo tucano, abre uma disputa por espaço na atual gestão entre dois partidos historicamente aliados ao PSDB em São Paulo mas que têm demonstrado descontentamento por não se verem contemplados na administração: PMDB e DEM.
Com cinco representantes na Assembleia Legislativa, os peemedebistas agora voltam a pleitear o comando da mesma pasta da qual foram preteridos no final de 2010, durante a montagem do governo. À época, alckmistas diziam que era preciso aguardar o posicionamento do partido após a morte do cacique e aliado Orestes Quércia. O controle da sigla foi para o grupo do vice-presidente Michel Temer.
“Estamos aguardando um convite. O PMDB sempre teve vontade de nomear alguém para o governo do qual somos parceiros há quatro anos e que apoiamos desde o início na eleição”, disse o líder do partido, deputado Jorge Caruso, que insistiu na indicação de um membro da bancada para o posto: os deputados Itamar Borges e Jooji Hato ou o suplente Uebe Rezeck.
Para tentar minimizar a ira do PMDB, Alckmin indicou Andréia Quércia, filha do ex-governador e recém-filiada ao partido, para coordenar programas para a juventude no governo, mas não adiantou.
Na semana passada, em nova tentativa de formalizar uma adesão, o tucano propôs ao partido a presidência da Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp), ligada à pasta de Agricultura. Lideranças peemedebistas, contudo, descartam apoio irrestrito da sigla sem espaço no primeiro escalão. Por isso, miram agora a própria secretaria.
A exoneração de Sampaio, que ficará no cargo até o fim de abril, também passou a ser vista como uma chance do aliado DEM retomar o espaço perdido no governo com a saída do vice-governador e secretário de Desenvolvimento, Guilherme Afif Domingos, para o PSD, sigla a ser criada por ele e pelo prefeito Gilberto Kassab.
Desde então, a bancada de oito deputados (serão sete após a saída de Milton Vieira para o PSD) tem reivindicado uma cadeira no secretariado. “Vamos ver como participar do governo”, disse o líder Estevam Galvão. Para Alckmin, a indicação de um democrata seria uma forma de evitar que outros quadros do partido migrassem para o partido de Kassab.
Apesar disso, o governador disse que ainda não definiu um substituto para Sampaio, técnico que ocupa a pasta desde o governo José Serra (2007-2010). “Ele deve ficar mais uns 30 dias. Então vamos ver isso até o final do próximo mês”, disse Alckmin.

terça-feira, 22 de março de 2011

Isto é PSD… Assim Nasce um Partido.

Nasceu mais um monstrengo da política brazuca. Os ingredientes estão todos lá: um naco da extrema direita daqui, uma pitada de esquerdismo pragmático de lá, uns restos de DEM acolá… Pronto: temos um partido que consegue reunir o que há de pior na política Brasileira. Mas esse monstrengo teve uma gestação atribulada, que durou meses. Confira os melhores, ou melhor, os piores momentos.
Logo após as eleições de 2010, Kassab começou a articular uma possível fusão do DEM (seu partido) com o PMDB. Mas, essa não seria uma boa idéia, pois tornaria as coisas piores do que já estavam…
A palhaçada continuou quando Kassab, após um flerte com o PT, considerou que poderia simplesmente pular para o PMDB, mas algumas ratazanas do partido não estavam a fim de dividir o queijo oferecido pelo governo federal.
Aí teve um pouco de tudo. Kassab promoveu um verdadeiro bacanal partidário, depois pulou o carnaval um pouco em cada trio elétrico e chegou à conclusão que a melhor saída era extirpar um pedaço do DEM e fundar um novo partido.





Kassab disse que o PSD “nasce independente”, mas as entranhas dessa aberração da política — representadas aí na charge — mandam outra mensagem: independente de quem estiver no poder, o PSD estará junto, fazendo coligações, alianças, acordos… E negociando secretarias, cargos, verbas, e o que mais estiver no cardápio.
Quanto à ideologias, tanto faz. Está lá nas diretrizes do partido. O PSD defende a justiça social, a propriedade privada e o meio ambiente. Ou seja, o PSD pode defender o mesmo que PT, o DEM e o PV… O PSD defende o que você quiser e está aí para o que der e vier.