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sábado, 22 de janeiro de 2011

Última Contagem da Região Serrana do Rio


A região serrana do Rio já contabiliza 791 mortos, segundo dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde e da Defesa Civil.
O número de mortos por região se dividem em: 366 em Nova Friburgo, 317 em Teresópolis, 66 em Petrópolis e mais 22 em Sumidouro.

Já os desaparecidos são 430 pessoas, sendo que a maior parte é de moradores de Teresópolis, com 211.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Nova Friburgo na manhã deste sábado. Ele descartou quatro casos suspeitos de leptospirose que foram registrados na cidade e em Teresópolis.

A partir desta segunda-feira (24), equipes médicas e da Vigilância Sanitária devem fazer acompanhamentos diários nos abrigos --o Ministério da Saúde registrou pelo menos três casos de catapora nesses locais.
O objetivo é detectar doenças de via respiratória, de pele e casos de diarréia entre os desabrigados.

Para ajudar no auxílio às vítimas, o ministério também disse que devem ser escalados mais 22 profissionais --entre médicos, enfermeiros e psicólogos-- para o atendimento público.
O Ministério da Saúde informou que vai providenciar mais 22 profissionais entre médicos, enfermeiros e psicólogos para reforçar o atendimento de saúde mental nos postos e hospitais da região serrana. Desde a primeira semana da tragédia, seis equipes da área trabalham nas unidades.

Vacina antirrábica também serão aplicados nos animais domésticos a partir da semana que vem.

Os números até as 15:30 de 22 de Jan de 2011

4 cidades atingidas

791 mortos

6.050 desabrigados

7.780 desalojados


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Coragem e Superação Ante a Tragédia !!

Os moradores do RJ estão sendo levados a demonstrar coragem e superação ante os acontecimentos fáticos que temos presenciado. Coragem que se baseia em não desistir, apesar dos obstáculos e sofrimentos por eles enfrentados. Coragem que aparece quando não nos deixamos levar pelo medo. As fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio na última semana não param de revelar histórias de coragem e superação. Coragem e superação foi o que motivou a doméstica Cleide Cardoso ao cavar, com as próprias mãos, os destroços que soterraram seus filhos João Pedro, de 3 anos; Giovana, de 8; e Juliana, de 11.
“Quebrei dois dedos da mão esquerda em três partes cada um. Na hora, não senti nada. Mais importante era salvar a vida das crianças, que berravam por socorro. Já perdi tudo, não ia agüentar se os perdesse também”, contou Cleide, que só não conseguiu salvar o cachorro de estimação.

Foi coragem e superação que motivou um morador de Teresópolis que quebrou a perna do próprio filho na tentativa de salvá-lo de um soterramento em sua casa, durante a forte chuva que caiu sobre a cidade na última quarta-feira, dia 12.


‘Eu disse para o meu filho, ‘eu posso arrancar a tua perna fora, mas eu vou te tirar daí”, disse o morador de Teresópolis. ‘Não tinha a menor chance de eu deixar meu filho ali, nenhuma.’



Neste momento de tanta dor e desespero que a população do RJ tenha coragem e superação para recomeçar apesar da dor, apesar de tanto desespero. Coragem para sonhar novos sonhos sobre os destroços dos sonhos de outrora.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Prisioneiros das Águas.


A Defesa Civil colocou seis regiões da cidade de São Paulo em atenção e outras 11 em alerta para riscos de deslizamentos na tarde quarta-feira.

A medida é apenas preventiva, diz o órgão, baseado nas previsões de chuva para fortes ainda hoje, especialmente entre o final da tarde e a noite. Segundo a previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), podem ainda haver rajadas de vento, trovoadas e pontos de alagamento.

As regiões em estado de alerta são: São Mateus, Perus, Vila Prudente, Freguesia do Ó, Jaçana/ Tremembé e Casa verde.

Já em alerta estão: Aricanduva/ Formosa, Butantã, Campo Limpo, Cidade Ademar, Guaianases, Ipiranga, Itaquera, Jabaquara, M' Boi Mirim, Pirituba/ Jaraguá e Santana.
No temporal de ontem que atingiu a Grande São Paulo, fez com que o rio Tamanduateí transbordasse e deixou motoristas ilhados em Santo André. O helicóptero Águia, foi acionado no inicio da noite para resgatar pessoas na avenida dos Estados.

Desde o inicio da operação Verão da Defesa Civil Estadual as chuvas que começaram em dezembro já causaram 24 mortes e deixaram 23 pessoas feridas. Segundo o órgão são 4 cidades que já decretaram situação de emergência. São elas Atibaia, Franco da Rocha, Pracinha e Sumaré.

No total, 90 municípios já foram afetados pelas chuvas com isso muitos estragos. Até agora há mais 2.000 pessoas desabrigadas - dependem de abrigos públicos, e outras 9.712 desalojadas - estão em casas de amigos e parentes.

Mortes em São Paulo
19/012011
16:00



São Paulo
6

Mauá
6

São Jose dos Campos
5

Jundiaí
4

Embú
1

Tatuí
1

Limeira
1


A maioria das 17 mortes causadas por deslizamentos de terra.

Borel recebe sistema de alerta.

Rio - O Morro do Borel, na Tijuca, será a primeira comunidade do Rio a ganhar sistema de alerta contra enchentes, deslizamentos e inundações semelhante ao usado para avisar sobre terremotos em outras partes do mundo, como o Japão. Uma sirene vai tocar e emitir gravação, por um alto-falante, pedindo que os moradores esvaziem suas casas quando começar a chover forte na região. No prazo de três meses, outras 59 sirenes serão instaladas, o que significará cobertura de 80% dos moradores que residem hoje em áreas de alto risco.
“Se o alarme tocar, as pessoas têm que sair, abandonar as casas, os lugares de risco”, avisou o prefeito Eduardo Paes. A sirene vai ser acionada por agentes e líderes comunitários que passaram por treinamento especializado. Eles vão receber a informação de alerta por torpedos em celulares doados pela prefeitura. O alerta será enviado pela Defesa Civil, que terá sido comunicada por meteorologistas do Alerta Rio.
“Temos um histórico de estragos provocados pelas chuvas na comunidade. O que passamos em abril deixou as pessoas com medo, mas receptivas às orientações de ajuda”, contou o presidente da Associação do Morro do Borel, Roberto Ferreira, 29 anos. De acordo com o subsecretário municipal de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, a escolha do Borel como pioneiro no sistema aconteceu devido à grande quantidade de casas em área de risco: mil. “Na Rocinha, são 2,5 mil imóveis que estão nesta condição, mas precisamos fazer uma experiência numa comunidade com um número um pouco menor”, explicou ele.

Para colocar em prática o esquema de alarme, a prefeitura capacitou 2.175 pessoas. Todos são moradores de 117 comunidades com áreas com risco de desmoronamento de casas, no caso de chuvas fortes. Eles receberam um celular, uma cartilha e um mapa do bairro que mostra pontos suscetíveis a deslizamento.

Desenvolvido pela IBM, o sistema vai prever chuvas com até 48 horas de antecedência e com 80% de acerto.

Ponto de Vista Eletrônico

Uma das ferramentas que auxiliam a precisão do trabalho, que chega a 80% de acerto, é um radar meteorológico americano, que foi instalado no mês passado no Morro do Sumaré. Em alguns casos, o equipamento chega a informar três horas antes que irá cair um temporal na cidade.

O radar consegue atravessar as nuvens, medindo velocidade e direção das chuvas, num raio de 250 quilômetros, ultrapassando os limites da capital.

Os moradores das comunidades que vão ganhar sirenes terão um outro aliado: medidores pluviométricos. Ao lado de cada alto-falante instalado, será colocada uma cabine com o equipamento. Através dele, será possível acompanhar o nível das chuvas que está caindo no local.

Até junho, entra em funcionamento o programa Previsão de Meteorologia de Alta Resolução (PMAR).

sábado, 15 de janeiro de 2011

Noticias: A tragédia era anunciada ?

Em 2008 foi encomendado pelo estado Rio de Janeiro, um estudo sobre os riscos que a cidade corria nos casos de desmoronamento. Segundo o estudo, a cidade foi alertada sobre a tragédia na região serrana fluminense, mas nada foi feito.

Conforme o relatório do estudo eram exatamente os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo que corriam mais riscos. Além disso o estudo aponta necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugere medidas como a recuperação da vegetação.

Em entrevista, o ministro da Justiça, o Sr. Eduardo Cardozo disse que no Brasil a ocupação do solo é feito de forma irresponsável, e mais, diz que o Estado falhou em sua política de moradia ao longo dos anos. É de total responsabilidade do Estado a tragédia que acontece no Rio.

Ainda segundo Cardozo, muitos moram em áreas de risco porque não tem para onde ir. Nisso o Estado brasileiro, na sua história, falhou e hoje pessoas pagam com suas vidas o peso desse conjunto de problemas.

Saiba como ajudar essas pessoas.

José PatrícioAE


Ponto de Vista Eletrônico

Claro que devido as condições pluviométricas do País, que nessa época são bastante elevadas, pode ser que inundações de qualquer forma aconteceriam, mas tragédias como a do Rio não deveriam acontecer num país que se prepara a gastar milhões com Copa e outros eventos esportivos.
Se tivessem tomado as providências em 2008 muito do que acontece hoje teria sido evitado, só falta boa vontade dos governantes.

Agora, cada um culpa o outro e estamos apenas do começo dos ataques políticos, afinal todos querem estar o mais perto possível das tragédias para se auto promoverem, depois virão os ataques entre os partidos e lideranças.

Enquanto isso operações tapa buraco são acionadas para ajudar as vítimas, este tipo de problema não é só no Rio, mas esses desastres em menores proporções são cotidiano dos brasileiros em São Paulo, Minas e Rio.

Até quando!.....Até quando?
Até quando vão ignorar o povo.