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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Coragem e Superação Ante a Tragédia !!

Os moradores do RJ estão sendo levados a demonstrar coragem e superação ante os acontecimentos fáticos que temos presenciado. Coragem que se baseia em não desistir, apesar dos obstáculos e sofrimentos por eles enfrentados. Coragem que aparece quando não nos deixamos levar pelo medo. As fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio na última semana não param de revelar histórias de coragem e superação. Coragem e superação foi o que motivou a doméstica Cleide Cardoso ao cavar, com as próprias mãos, os destroços que soterraram seus filhos João Pedro, de 3 anos; Giovana, de 8; e Juliana, de 11.
“Quebrei dois dedos da mão esquerda em três partes cada um. Na hora, não senti nada. Mais importante era salvar a vida das crianças, que berravam por socorro. Já perdi tudo, não ia agüentar se os perdesse também”, contou Cleide, que só não conseguiu salvar o cachorro de estimação.

Foi coragem e superação que motivou um morador de Teresópolis que quebrou a perna do próprio filho na tentativa de salvá-lo de um soterramento em sua casa, durante a forte chuva que caiu sobre a cidade na última quarta-feira, dia 12.


‘Eu disse para o meu filho, ‘eu posso arrancar a tua perna fora, mas eu vou te tirar daí”, disse o morador de Teresópolis. ‘Não tinha a menor chance de eu deixar meu filho ali, nenhuma.’



Neste momento de tanta dor e desespero que a população do RJ tenha coragem e superação para recomeçar apesar da dor, apesar de tanto desespero. Coragem para sonhar novos sonhos sobre os destroços dos sonhos de outrora.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Noticias: A tragédia era anunciada ?

Em 2008 foi encomendado pelo estado Rio de Janeiro, um estudo sobre os riscos que a cidade corria nos casos de desmoronamento. Segundo o estudo, a cidade foi alertada sobre a tragédia na região serrana fluminense, mas nada foi feito.

Conforme o relatório do estudo eram exatamente os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo que corriam mais riscos. Além disso o estudo aponta necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugere medidas como a recuperação da vegetação.

Em entrevista, o ministro da Justiça, o Sr. Eduardo Cardozo disse que no Brasil a ocupação do solo é feito de forma irresponsável, e mais, diz que o Estado falhou em sua política de moradia ao longo dos anos. É de total responsabilidade do Estado a tragédia que acontece no Rio.

Ainda segundo Cardozo, muitos moram em áreas de risco porque não tem para onde ir. Nisso o Estado brasileiro, na sua história, falhou e hoje pessoas pagam com suas vidas o peso desse conjunto de problemas.

Saiba como ajudar essas pessoas.

José PatrícioAE


Ponto de Vista Eletrônico

Claro que devido as condições pluviométricas do País, que nessa época são bastante elevadas, pode ser que inundações de qualquer forma aconteceriam, mas tragédias como a do Rio não deveriam acontecer num país que se prepara a gastar milhões com Copa e outros eventos esportivos.
Se tivessem tomado as providências em 2008 muito do que acontece hoje teria sido evitado, só falta boa vontade dos governantes.

Agora, cada um culpa o outro e estamos apenas do começo dos ataques políticos, afinal todos querem estar o mais perto possível das tragédias para se auto promoverem, depois virão os ataques entre os partidos e lideranças.

Enquanto isso operações tapa buraco são acionadas para ajudar as vítimas, este tipo de problema não é só no Rio, mas esses desastres em menores proporções são cotidiano dos brasileiros em São Paulo, Minas e Rio.

Até quando!.....Até quando?
Até quando vão ignorar o povo.

Noticias: O caos toma conta do país.

Na primeira postagem do Ponto de Vista Eletrônico seria um grande deslize meu, abordar outro assunto que não fosse esta terrível situação pela que passa o país. Digo país, já que, ainda que no Rio de Janeiro a situação é muito mais crítica, vários estados da federação passam por situações desesperadoras.

Minas Gerais:
Na cidade de Alagoa, Minas Gerais, foi decretado situação de emergência por causa das fortes chuvas que castigam a cidade, segundo o boletim da Defesa Civil divulgado hoje, 15 de janeiro, ao todo já são 80 municípios que estão na mesma situação.
A última vítima resgatada é o Sr. José Maria da Silva, de 38 anos. Ele foi encontrado morto após o desabamento da sua residência em Santa Rita do Sapucaí, no dia 5 de janeiro.
O número de desalojados é de 17.140, pessoas que buscaram abrigo em casa de amigos e parentes, quanto ao número de desabrigados é 2.362, pessoas que estão em abrigos públicos.
No total, 1.253.845 pessoas foram afetadas de alguma forma no Estado.

São Paulo:
A Defesa Civil de São Paulo decretou atenção para risco de enchentes nos bairros do Ipiranga e Vlia Mariana.
A zona oeste, sul e o centro foram as últimas regiões a entrarem em atenção, segundo o CGE.
Nas ruas da Vila Itaim ( zona leste de São Paulo), a água que alagou as ruas na segunda, ontem sexta ainda não havia baixado. Os moradores usam colchões de ar e caiaque para ajudar a transitar pelas ruas e para retirar equipamentos eletrônicos.
Em Jaguariúna, cerca de 15 bairros registraram alagamentos, o nível subiu muito rápido e ficou 2 metros acima do nível normal do rio.
Jardim Paraíso, Estrada Santa Júlia, Jardim Botânico, Berlim, Santa Cruz, Novo Jaguari, Nova Jaguariúna,
são apenas alguns dos bairros atingidos pela cheia do rio Jaguarí.

Rio de Janeiro:
O número de mortos na Região Serrana do Rio chegou a 591, conforme informa a Secretária do Estado de Saúde e Defesa Civil, agora pouco neste sábado dia 15.
Em Nova Friburgo forma 267 vitimas fatais, em Teresópolis já são 257 vitimas, Petrópolis, com 49 mortos e Sumidouro, com total de 18 vitimas.
Após os estragos causados pela chuva, os moradores de Nova Friburgo enfrentam outros problemas, a falta de água e luz,. A prefeitura pede a fabricantes doações de velas.
Bombeiros, policiais e voluntários não tem sossego, já que as chuvas voltaram, ficam de uma ponta da cidade a outra com veículos em alta velocidade. A cidade tem mais de 250 mortos, 5200 desabrigados e 5000 desalojados, Petrópolis tem cerca de 250 desaparecidos.
A correria dos resgates e os corpos que não param de chegar, igrejas já estão com cheiro ruim devido ao acumulo de corpos, alguns corpos estão sendo enterrados mesmo antes de se saber quem são, faltam vagas nos cemitérios, a cidade está um caos.

Pessoas caminham por rua cheia de lama em Nova Friburgo; veja outras imagens

Os números até às 16:44   15 de Janeiro no Rio de Janeiro

5 cidades atingidas

595 mortos

6.050 desabrigados

7.780 desalojados