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terça-feira, 29 de março de 2011

Mito ou Verdade: Quando Chove, a Internet fica Ruim ?

Você está baixando programas no Baixaki, quando trovões caem perto da sua residência e o aguaceiro torna-se incessante. Inexplicavelmente, sua conexão se torna instável e os downloads prosseguem em marcha lenta.
Mas a chuva poderia interferir no sinal da internet que chega às nossas casas? Essa dúvida já apareceu algumas vezes na seção Tira-Dúvidas: muitos usuários queixam-se que a velocidade na transferência de dados despenca quando as nuvens carregadas invadem o céu.
O Tecmundo resolveu desvendar se o clima chuvoso é capaz de retardar (ou até mesmo derrubar) o sinal das distribuidoras de conexão com a internet, ou se isso não passa de um mito.


Abra o guarda-chuva!


Explicações sobre o porquê existe perda de sinal de internet quando chove não faltam na web. Algumas não possuem qualquer fundamento lógico, mas muitas hipóteses podem ser admitidas para entendermos melhor como o clima consegue tornar a conexão lenta.
Com a pesquisa realizada, pudemos concluir que a chuva interfere no sinal de internet. Acompanhe em quais casos isso ocorre com maior evidência. Confira o que descobrimos!

A céu aberto


A grande interferência da chuva na conexão de internet acontece em meios que utilizam o ar para disseminar os pacotes de dados. As conexões que operam por meio de sinais de rádio são as mais afetadas com as nuvens carregadas.
As descargas elétricas, a umidade e os pingos de água presentes na atmosfera podem distorcer (de maneira bem acentuada) o sinal transmitido por ondas. Com esses pequenos “cortes” no sinal, os equipamentos de emissão e recepção do sinal não conseguem manter uma comunicação efetiva.


Podemos fazer uma analogia se pensarmos em duas pessoas conversando em uma sala silenciosa e um show. Na sala vazia e com o mínimo de ruído, os indivíduos conversam com facilidade.
Entretanto, na apresentação de uma banda com caixas de som potentes e milhares de pessoas, a dupla não conseguirá se comunicar com o mesmo tom que usou no local silencioso. É bem possível que, em diversos momentos, um dos “atores” desse processo de comunicação não entenda o que foi dito e solicite a repetição da mesma informação.
Com a internet via rádio, o mesmo acontece. As interferências do clima distorcem o sinal, tornando-o instável e falho. Isso ocasiona perda de dados, o que acaba deixando a comunicação entre servidores e modems dificultosa e lerda.

Os cabos também sofrem?


Mas e nos casos de conexões que usam cabos para a transmissão? A chuva pode atrapalhar a comunicação dos pacotes de dados? No modo operacional em estado normal, não. Contudo, chuvas intensas podem oferecer barreiras para que as empresas disponibilizem o sinal corretamente.
Uma tempestade pode ocasionar a queda de energia em centrais de distribuição, derrubar árvores ou outro tipo de elemento, danificando a infraestrutura do cabeamento que leva a internet até nossas casas ou qualquer outro tipo de situação que, de alguma forma, interrompa o sinal transmitido pelos cabos.
Infelizmente, a única coisa que podemos fazer é avisar a empresa que oferece a conexão sobre a instabilidade da rede – esperando que o fato seja apurado e resolvido o mais rápido possível.


Outra hipótese possível é que, em algum ponto da sua casa, esteja havendo infiltração no cabeamento da rede de internet. A extrema umidade, causada pela entrada da água nos filamentos dos cabos, causa o desvio ou distorção da corrente elétrica que tramita pela rede.
Uma saída para sanar esse problema seria acionar um técnico da sua fornecedora de internet para que ele verifique se os cabos estão em estado ideal de uso.

Tráfego pesado


Se você utiliza um sistema de rede compartilhada, um terceiro motivo para a lentidão da sua conexão pode ser o aumento do número de usuários utilizando a rede simultaneamente. Devido à chuva, muitas pessoas optam por ficar em casa, sendo a internet uma das ferramentas mais eficientes para distração e entretenimento.
Dessa forma, a conexão opera com um gargalo: a banda é muito pequena para a demanda de dados oriunda do número de usuários online. Como resolver essa situação? Uma alternativa seria assinar um plano que ofereça uma banda maior. Outra solução possível é encontrar outra atividade que o satisfaça enquanto a chuva não para.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Coragem e Superação Ante a Tragédia !!

Os moradores do RJ estão sendo levados a demonstrar coragem e superação ante os acontecimentos fáticos que temos presenciado. Coragem que se baseia em não desistir, apesar dos obstáculos e sofrimentos por eles enfrentados. Coragem que aparece quando não nos deixamos levar pelo medo. As fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio na última semana não param de revelar histórias de coragem e superação. Coragem e superação foi o que motivou a doméstica Cleide Cardoso ao cavar, com as próprias mãos, os destroços que soterraram seus filhos João Pedro, de 3 anos; Giovana, de 8; e Juliana, de 11.
“Quebrei dois dedos da mão esquerda em três partes cada um. Na hora, não senti nada. Mais importante era salvar a vida das crianças, que berravam por socorro. Já perdi tudo, não ia agüentar se os perdesse também”, contou Cleide, que só não conseguiu salvar o cachorro de estimação.

Foi coragem e superação que motivou um morador de Teresópolis que quebrou a perna do próprio filho na tentativa de salvá-lo de um soterramento em sua casa, durante a forte chuva que caiu sobre a cidade na última quarta-feira, dia 12.


‘Eu disse para o meu filho, ‘eu posso arrancar a tua perna fora, mas eu vou te tirar daí”, disse o morador de Teresópolis. ‘Não tinha a menor chance de eu deixar meu filho ali, nenhuma.’



Neste momento de tanta dor e desespero que a população do RJ tenha coragem e superação para recomeçar apesar da dor, apesar de tanto desespero. Coragem para sonhar novos sonhos sobre os destroços dos sonhos de outrora.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Noticias: A tragédia era anunciada ?

Em 2008 foi encomendado pelo estado Rio de Janeiro, um estudo sobre os riscos que a cidade corria nos casos de desmoronamento. Segundo o estudo, a cidade foi alertada sobre a tragédia na região serrana fluminense, mas nada foi feito.

Conforme o relatório do estudo eram exatamente os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo que corriam mais riscos. Além disso o estudo aponta necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugere medidas como a recuperação da vegetação.

Em entrevista, o ministro da Justiça, o Sr. Eduardo Cardozo disse que no Brasil a ocupação do solo é feito de forma irresponsável, e mais, diz que o Estado falhou em sua política de moradia ao longo dos anos. É de total responsabilidade do Estado a tragédia que acontece no Rio.

Ainda segundo Cardozo, muitos moram em áreas de risco porque não tem para onde ir. Nisso o Estado brasileiro, na sua história, falhou e hoje pessoas pagam com suas vidas o peso desse conjunto de problemas.

Saiba como ajudar essas pessoas.

José PatrícioAE


Ponto de Vista Eletrônico

Claro que devido as condições pluviométricas do País, que nessa época são bastante elevadas, pode ser que inundações de qualquer forma aconteceriam, mas tragédias como a do Rio não deveriam acontecer num país que se prepara a gastar milhões com Copa e outros eventos esportivos.
Se tivessem tomado as providências em 2008 muito do que acontece hoje teria sido evitado, só falta boa vontade dos governantes.

Agora, cada um culpa o outro e estamos apenas do começo dos ataques políticos, afinal todos querem estar o mais perto possível das tragédias para se auto promoverem, depois virão os ataques entre os partidos e lideranças.

Enquanto isso operações tapa buraco são acionadas para ajudar as vítimas, este tipo de problema não é só no Rio, mas esses desastres em menores proporções são cotidiano dos brasileiros em São Paulo, Minas e Rio.

Até quando!.....Até quando?
Até quando vão ignorar o povo.

Noticias: O caos toma conta do país.

Na primeira postagem do Ponto de Vista Eletrônico seria um grande deslize meu, abordar outro assunto que não fosse esta terrível situação pela que passa o país. Digo país, já que, ainda que no Rio de Janeiro a situação é muito mais crítica, vários estados da federação passam por situações desesperadoras.

Minas Gerais:
Na cidade de Alagoa, Minas Gerais, foi decretado situação de emergência por causa das fortes chuvas que castigam a cidade, segundo o boletim da Defesa Civil divulgado hoje, 15 de janeiro, ao todo já são 80 municípios que estão na mesma situação.
A última vítima resgatada é o Sr. José Maria da Silva, de 38 anos. Ele foi encontrado morto após o desabamento da sua residência em Santa Rita do Sapucaí, no dia 5 de janeiro.
O número de desalojados é de 17.140, pessoas que buscaram abrigo em casa de amigos e parentes, quanto ao número de desabrigados é 2.362, pessoas que estão em abrigos públicos.
No total, 1.253.845 pessoas foram afetadas de alguma forma no Estado.

São Paulo:
A Defesa Civil de São Paulo decretou atenção para risco de enchentes nos bairros do Ipiranga e Vlia Mariana.
A zona oeste, sul e o centro foram as últimas regiões a entrarem em atenção, segundo o CGE.
Nas ruas da Vila Itaim ( zona leste de São Paulo), a água que alagou as ruas na segunda, ontem sexta ainda não havia baixado. Os moradores usam colchões de ar e caiaque para ajudar a transitar pelas ruas e para retirar equipamentos eletrônicos.
Em Jaguariúna, cerca de 15 bairros registraram alagamentos, o nível subiu muito rápido e ficou 2 metros acima do nível normal do rio.
Jardim Paraíso, Estrada Santa Júlia, Jardim Botânico, Berlim, Santa Cruz, Novo Jaguari, Nova Jaguariúna,
são apenas alguns dos bairros atingidos pela cheia do rio Jaguarí.

Rio de Janeiro:
O número de mortos na Região Serrana do Rio chegou a 591, conforme informa a Secretária do Estado de Saúde e Defesa Civil, agora pouco neste sábado dia 15.
Em Nova Friburgo forma 267 vitimas fatais, em Teresópolis já são 257 vitimas, Petrópolis, com 49 mortos e Sumidouro, com total de 18 vitimas.
Após os estragos causados pela chuva, os moradores de Nova Friburgo enfrentam outros problemas, a falta de água e luz,. A prefeitura pede a fabricantes doações de velas.
Bombeiros, policiais e voluntários não tem sossego, já que as chuvas voltaram, ficam de uma ponta da cidade a outra com veículos em alta velocidade. A cidade tem mais de 250 mortos, 5200 desabrigados e 5000 desalojados, Petrópolis tem cerca de 250 desaparecidos.
A correria dos resgates e os corpos que não param de chegar, igrejas já estão com cheiro ruim devido ao acumulo de corpos, alguns corpos estão sendo enterrados mesmo antes de se saber quem são, faltam vagas nos cemitérios, a cidade está um caos.

Pessoas caminham por rua cheia de lama em Nova Friburgo; veja outras imagens

Os números até às 16:44   15 de Janeiro no Rio de Janeiro

5 cidades atingidas

595 mortos

6.050 desabrigados

7.780 desalojados