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quinta-feira, 29 de março de 2012

Câmbio Manual ou Automático: Qual é a Melhor Opção?



Cada vez mais cresce a oferta de veículos com câmbio (transmissão) automático no Brasil. Mesmo assim, o consumidor ainda é reticente quanto a essa tecnologia, que, por outro lado, é a principal opção de carro para os americanos – eles não se incomodam em pagar mais pelo conforto de dirigir os carros automáticos. Já os brasileiros seguem a tendência europeia em usar veículos com câmbio manual.

Por isso, ainda há muitos questionamentos dos motoristas referentes a qual é a melhor escolha. Eles querem saber, por exemplo, sobre a eficiência geral, o modo de funcionamento e a economia de combustível em relação a cada tipo de transmissão. Se você ainda tem dúvidas sobre qual dos sistemas é o mais indicado, veja nossas dicas e descubra as particularidades de cada tipo.

Motor regulado consome menos
Para que um veículo economize combustível, o motor precisa estar com a regulagem correta. Dessa forma, ele manterá a qualidade da reação de combustão durante a queima do combustível. E, com isso, haverá maior eficiência na transmissão da energia gerada pelo motor, que será transferida através das engrenagens da transmissão e outros mecanismos (locais em que sofrem perdas) até as rodas. Por essa razão, o motor e a transmissão sempre são concebidos em conjunto.
A principal característica de um sistema de transmissão é a capacidade de multiplicar o torque gerado pelo motor, transferindo-o até as rodas. Atualmente, os câmbios mais usados pelos fabricantes são o mecânico (manual) e o automático.

O câmbio manual, usado pela maioria dos veículos em circulação no Brasil, depende totalmente da vontade do motorista. Para muitos consumidores, a  grande vantagem é poder decidir o momento para a troca manual de marchas, de acordo com a situação de dirigibilidade. Mas há quem não goste do sistema devido à necessidade de estar a todo momento controlando a embreagem ao longo do percurso. Já o câmbio automático opera as mudanças de marcha sem a interferência direta do motorista. É ele quem faz o trabalho de controle da embreagem nas mudanças, nas saídas e nas paradas de modo automático. 

Para muitos motoristas que encaram todos os dias o trânsito caótico das grandes cidades, esse sistema é uma boa opção, uma vez que a condução é mais tranquila. Além do ganho significativo em conforto, o câmbio automático tende a preservar a vida útil do motor, pois 
impede as variações bruscas de rotação que, geralmente, acontecem ao se usar um câmbio manual. As desvantagens são a perda de rendimento mecânico e um aumento do consumo de combustível.

Manual: manutenção mais barata
O câmbio manual apresenta benefícios em relação ao consumo de combustível, devido à alta eficiência mecânica, à maior aceleração, à maior vida útil e ao baixo custo de manutenção. Embora o câmbio automático tenha um custo mais elevado do que a de um carro manual (entre R$ 3 mil e R$ 5 mil), ele proporciona maior conforto e comodidade ao motorista e aos passageiros, por não gerar solavancos desnecessários durante o uso do veículo.

Nem todos os consumidores podem arcar com os custos de um carro automático. Se esse é o seu caso, uma boa pedida são os veículos com câmbio manual automatizado. Nesse tipo de automóvel, o motorista troca as marchas sequencialmente, mas sem acionar o pedal da embreagem. Na prática, o condutor tem todas as facilidades do câmbio automático, aliadas aos benefícios do modelo mecânico, como maior confiabilidade e manutenção mais barata. Para dirigir, o procedimento é sempre o mesmo. Entretanto, ela apresenta um consumo maior em relação ao câmbio manual.

Outra opção são os veículos com transmisão continuamente variável (CVT), que independe da ação direta do motorista na troca de marchas. Entretanto, a maioria das montadoras deixou de lado esse sistema, já que ele não foi tão bem aceito pelo consumidor brasileiro.
O elevado custo de carros com câmbio automático, automatizado e CVT influenciam nos gastos com manutenção, que são altos e exigem mecânicos especializados. Isso acarreta a depreciação no valor de revenda. Mas, seja qual for a transmissão que você escolher para seu carro, o importante é manter a manutenção em dia e seguir as orientações do fabricante.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conta De Luz Custará Mais No Horário De Pico

Novas medidas da Aneel prejudicam quem não tem flexibilidade para alterar hábitos de consumo. Mas adesão ao relógio eletrônico será opcional.


O sistema de cobrança diferenciada de energia elétrica conforme o período do consumo, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), penalizará o consumidor de baixa renda que não terá opção de não aderir ao novo sistema. Ele pagará mais se não tiver como alterar seus hábitos de consumo durante os horários em que a energia custará mais.
A PROTESTE Associação de Consumidores avalia que deve ser opcional a instalação do medidor eletrônico para fazer uso racional da energia. Para quem não tem flexibilidade de horário não adianta nada cobrar energia mais barata no horário em que o consumidor está fora de casa.
Para não onerar o bolso do consumidor, o novo sistema de cobrança que estabelece preços de energia mais altos para o horário de pico, vai depender de alteração dos hábitos de consumo.
No horário de ponta, que corresponde ao pico de consumo, a tarifa será cinco vezes maior do que o horário em que a demanda por eletricidade é menor. No horário intermediário, o preço da energia será três vezes maior que no período de baixo consumo. Mas a Aneel alega que a conta de luz não ficará mais cara para os consumidores que não têm flexibilidade de uso da energia elétrica.
Conforme a nova estrutura tarifária do setor de distribuição aprovada pela Aneel, o horário de pico terá três horas de duração. A faixa intermediária durará duas horas - uma antes e outra após o horário de pico. Os horários de maior e menor demanda serão fixados pelas distribuidoras, mas terão de ser submetidos a audiência pública e aprovados pela Aneel.
A nova modalidade tarifária terá caráter opcional, exceto para a cobrança de iluminação pública e para o mercado de baixa renda, com vigência a partir de janeiro de 2014.
Em 2013, serão feitas as simulações dos valores das tarifas e os resultados serão divulgados pela Aneel, para que o consumidor saiba se será vantajoso ou não para ele aderir ao novo sistema.
A alteração da forma de cobrança também dependerá da implantação dos medidores eletrônicos de energia, os chamados "medidores inteligentes", que ainda estão em fase de desenvolvimento no País.
A Aneel também vai criar "bandeiras tarifárias" nas cores verde, amarela e vermelha, para alertar toda a sociedade sobre os custos de geração de energia ao longo do tempo.
Elas serão válidas a partir de janeiro de 2014 e funcionarão como um semáforo de trânsito e se refletirão em diferença de tarifa para o consumidor. A Bandeira Verde significa custos baixos para gerar a energia. A Bandeira Amarela indicará um sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando.
Por sua vez, a Bandeira Vermelha indicará que a situação anterior está se agravando e a oferta de energia para atender a demanda dos consumidores ocorre com maiores custos de geração, como por exemplo, o acionamento de grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas. O público alvo serão todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN), de alta e baixa tensão.


Conta de luz


Uma das modalidades tarifárias será a branca, que será uma alternativa à convencional hoje em vigor e oferecerá três diferentes patamares para a tarifa de energia, de acordo com os horários de consumo. De segunda a sexta-feira, uma tarifa mais barata será empregada na maioria das horas do dia; outra mais cara, no horário em que o consumo de energia atinge o pico máximo, no início da noite; e a terceira, intermediária, será entre esses dois horários. Nos finais de semana e feriados, a tarifa mais barata será empregada para todas as horas do dia.
A proposta da tarifa branca é estimular o consumo em horários em que a tarifa é mais barata, diminuindo o valor da fatura no fim do mês e a necessidade de expansão da rede da distribuidora para atendimento do horário de pico. A tarifa branca será opcional, e caso o consumidor não pretenda modificar seus hábitos de consumo, a tarifa convencional continuará disponível.
A tarifa branca somente começará a valer quando as distribuidoras substituírem os medidores eletromecânicos de energia pelos eletrônicos, assunto que está em estudo na ANEEL e foi abordado na Audiência Pública n. 43/2010. A modalidade tarifária branca não valerá para a iluminação pública e os consumidores de baixa renda.