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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Moléculas de Lúpulo Usadas Para Combater o Câncer e Diabetes

Humulones, são as moléculas que dão a cerveja seu sabor tão singular, poderia ser um avanço no tratamento e medicamentos para diabetes e até mesmo câncer.


Em dezembro, a humulone era tida como um possível protetor contra certas infecções, com a ressalva de notar que para obter os efeitos de proteção através de beber cerveja, seriamos forçados a consumir uma quantidade não é aconselhável por outras razões de saúde mais óbvias.
No novo estudo, publicado em janeiro na revista Angewandte Chemie International Edition, os pesquisadores observaram os efeitos ​​positivos em vários estudos, escrevendo:
As alegações de que a cerveja e os ácidos amargos encontrados na cerveja são benéficos quando consumido com moderação têm acumulado ao longo do tempo, incluindo efeitos positivos sobre a diabetes, as formas de câncer, e inflamação.
Eles também perceberam que o humulone pode ajudar na perda de peso, também.

Mas os pesquisadores neste último caso estão menos preocupados em aprofundar estas descobertas, já que há muitos problemas envolvendo a "ciência de beber cerveja" e a saúde geral, assim estão mais preocupados com a estrutura química básica do humulone e outros ácidos que fazem parte do processo da fabricação da cerveja.

Werner Kaminsky professor associado da área de pesquisa química da Universidade de Washington, e sua equipe usaram um processo chamado cristalografia de raios X para descobrir a estrutura exata desses ácidos, as moléculas de humulone e alguns de seus derivados, produzidos a partir do lúpulo, utilizados no processo de fabricação da cerveja. 

Os co-autores Janeiro Urbanos, Clinton Dahlberg e Brian Carroll da KinDex Therapeutics, uma empresa farmacêutica de Seattle que financiou a pesquisa, recuperou ácidos do processo de fermentação e os purificou. Eles foram então convertidos em cristais de sal e enviados para Kaminsky, que usou o processo de cristalografia para determinar como os compostos e os ácidos do humulone se relacionam entre si, processo conhecido como "quiralidade", desta forma poderá determinar se um composto será eficaz quando utilizado em uma droga para um tratamento específico.
"Agora podemos determinar qual é a molécula que fornece o gosto amargo da cerveja”  disse Kaminsky.
Mestres cervejeiros, é claro, podem tomar nota neste ponto, uma vez que a ciência da criação do sabor da cerveja pode estar prestes a receber mais um ponto de precisão. No caso de aplicações médicas, no entanto, os pesquisadores observaram que mais trabalho precisa ser feito para descobrir exatamente como humulones podem se relacionar com outras moléculas para o tratamento do câncer e diabetes. A saber, já é possível que "humulones isolados e seus derivados podem ser prescritos com benefícios documentados à saúde" para doenças específicas.

E o que dizer de apenas beber a cerveja para obter os benefícios destes compostos? Os pesquisadores tem algo breve a dizer sobre isso, antes que alguém fique muito animado e peça uma cerveja com o seu almoço de hoje:

"O consumo de cerveja em excesso não pode ser recomendado para propagar a boa saúde."
Fonte: http://life.nationalpost.com/2013/02/04/beer-as-cure-hops-molecule-may-play-key-role-in-cancer-diabetes-drugs-u-s-study/

domingo, 15 de abril de 2012

Fotografia UV Revela Danos à Sua Pele Causados Pelo Sol


Fotografia ultravioleta mostra porque os cuidados com a pele são essenciais.





Se você já viu imagens do pulmão de um fumante, sabe que há motivos para ficar preocupado. Mais do que saber dos malefícios do cigarro, quando vemos o que ele causa na prática o alerta se torna mais efetivo e aumentam as chances de que as pessoas reflitam sobre o problema.

No caso dos cuidados com a pele a situação não é diferente. Muitas vezes não nos damos conta no dia a dia do quão prejudicial podem ser os efeitos do sol incidindo diretamente no rosto. Contudo, é possível conferir como o passar dos anos agiu diretamente sobre a sua pele.

Uma das ferramentas mais utilizadas nesse sentido é a fotografia UV. Ela é capaz de mostrar em detalhes quais são os pontos mais afetados da pele na área fotografada. Entretanto, apesar de ser eficaz essa é ainda uma técnica muito cara.

Por conta disso, pesquisadores da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, estão estudando a possibilidade de usar sinais reais de suscetibilidade ao câncer de melanoma – como sardas, cabelos ruivos ou olhos azuis – para apontar possíveis marcas na pele. O relato foi publicado no Journal of the American Academy of Dermatology.

No estudo foram analisados cerca de 600 meninos e meninas com idade de 12 anos. Aqueles que apresentavam maior probabilidade de desenvolver um câncer de pele também foram os que mais tiveram a pele marcada pelos efeitos do sol quando estudados a partir de uma fotografia UV.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Câncer De Pele: Tipos, Sintomas E Prevenção

Conheça os sintomas e a regra ABCD para reconhecer câncer de pele.


É preciso reconhecer que estamos diante de um problema comum. Das formas de câncer, o câncer de pele é o mais freqüente, pois estamos expostos a um fator de risco inevitável: a luz do sol, cujos raios ultravioletas podem lesar as células da pele.Veja os tipos de câncer de pele, os sintomas e saiba como se prevenir.
Os tipos de câncer de pele:
Câncer de pele carcinoma
O câncer de pele carcinoma basocelular tem um alto potencial de destruição da células, formando muitas vezes deformações, problemas estéticos e até funcionais. Mais comum em pessoas causasianas (raça branca), mas o que realmente conta é o histórico genético, exposição ao sol , e situações específicas como exposição a radiação ionizante e ao arsênio. Geralmente ocorre no pescoço e rosto (região da cabeça), e parece pequenas feridas (úlceras).
Câncer de pele melanoma
O terceiro tipo de câncer de pele é o melanoma, muito perigoso. Ele tem este nome porque é formado por células que produzem melanina, pigmento que todos temos em grau maior ou menor.
Ele pode surgir na pele sadia ou em sinais escuros. É preciso prestar atenção aos sinais, seguindo a regra do ABCD para identificação do câncer de pele melanoma:
“A” de assimetria: é preciso ver se uma metade do sinal é diferente da outra.
“B” de borda: se for irregular ou pouco nítida, atenção.
“C” de cor: o alerta surge quando o sinal tem diferentes tons de preto e marrom, às vezes com manchas vermelhas ou azuladas.
“D”de diâmetro: maior do que 6 mm ou aumento de diâmetro significam perigo.
Prevenir Câncer de Pele
O principal fator do câncer de pele é a exposição indevida à luz do sol.
Alguns hábitos fazem muita diferença para sua pele e saúde, evitando não somente o câncer, mas o envelhecimento precoce e manchas:
Nunca deixe de usar um protetor solar adequado ao seu tipo de pele
Evite horários de maior incidência dos raios ultravioletas – das 10 às 16 h
Utilize chapéu e roupas que exponham o mínimo necessário da sua pele ao sol.
A exposição excessiva ao sol geralmente é feita por pessoas que desejam se bronzear, mas há métodos alternativos para o bronzeamento, que não exigem exposição ao sol.
Consulte o dermatologista periodicamente e, ao surgir qualquer sinal, como manchas ou feridas com cicatrização anormal, não hesite em procurar um médico oncologista. Para mais informações sobre os diversos tipos de câncer, procure o INCA – Instituto Nacional de Câncer.
Moacyr Scliar é médico especializado em Saúde Pública, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sonda Implantada Na Pele Pode Monitorar Câncer

Usando um sensor de alteração no oxigênio, o aparelho poderia monitorar o avanço do tumor e transmitir os dados via rede sem fio.
Protótipo do IntelliTuM (Fonte da imagem: Divulgação Technology Review)
Uma equipe de engenheiros médicos da Alemanha está desenvolvendo um implante que poderia ficar no corpo de um paciente que sofre de câncer e monitorar o avanço do tumor em tempo real. O dispositivo tem menos de dois centímetros e recebeu o nome de IntelliTuM (Intelligent Implant for Tumor Monitoring).
O aparelho tem um medidor que avalia o nível de oxigênio dissolvido no fluído ao redor da área cancerígena. Uma queda nessa medida pode sugerir que o comportamento metabólico do tumor está mudando, frequentemente, para uma forma mais nociva.
Os dados são transmitidos para um receptor externo (uma base transportada pelo paciente) e então enviados para o médico responsável, que pode decidir como proceder com o tratamento. Dessa forma, o uso de técnicas agressivas, como a quimioterapia, poderia ser administrado de uma maneira mais eficiente.
Até agora, os pesquisadores puderam testar o implante em tecido sintético cultivado em laboratório, sendo que testes em animais vivos devem acontecer em breve. Os engenheiros também estudam o uso da sonda para carregar e administrar o medicamento de forma autônoma.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/medicina/13271-sonda-implantada-na-pele-pode-monitorar-cancer.htm#ixzz1XlqTpC37

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Atenção Com os Esmalte

Antes de fazer as unhas, observe a composição dos produtos, pois algumas marcas podem provocar alergias e até câncer.


Se você está sentindo uma coceira na pele do pescoço ou em volta das pálpebras, com descamação e eritema, e costuma fazer as mãos, fique atenta: pode ser alérgica a esmalte para unhas. O produto, que desde o império egípcio faz dobradinha com as mulheres quando o assunto é vaidade, merece atenção especial quando o assunto é composição. Devido aos inúmeros casos de alergias ocasionadas pelo uso desse produto, avaliamos a segurança dos esmaltes mais vendidos no mercado brasileiro. Comparamos a qualidade dos mesmos, considerando a sua durabilidade, abrasividade, tempo de secagem e brilho. Entre as conclusões a que chegamos, destacamos três resultados: o melhor do teste (que também é 
uma das escolhas certas) é antialérgico, apesar de não divulgar em seu rótulo; uma das marcas que se diz antialérgica, na realidade, não é; e alguns dos produtos mais vendidos do país contêm ingredientes que podem provocar não apenas alergias, mas também câncer. 

Fórmulas com toluene em excesso 

Em geral, os esmaltes trazem vários componentes que podem ser prejudiciais à saúde. Por isso, medimos a concentração dos mais prováveis de serem encontrados nesse tipo de produto – e encontramos altas concentrações na maioria dos produtos testados. As substâncias analisadas – cujos nomes apresentamos da maneira como aparecem no rótulo dos esmaltes – foram dibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos). No caso do dibutyl phtalate e do nitrotoluene, não existem referências aos mesmos na legislação brasileira. 
Já toluene e furfural não possuem limites para uso em nossa legislação. Analisando pelas normas europeias, a quantidade máxima permitida de toluene é de 25% (250.000 mg/kg) e a de furfural, 360 mg/kg. Os únicos produtos brasileiros que poderiam ser comercializados nos países europeus são os da Colorama e os hipoalergênicos da Risqué. Os produtos da Impala (inclusive os da linha hipoalergênica) contêm dibutyl phtalate e toluene em concentrações muito altas e os produtos tradicionais da Risqué apresentam nitrotoluene e toluene em grandes quantidades. Por isso, esses produtos receberam uma avaliação ruim nesse item, o que prejudicou sua avaliação final. O que nos chamou a atenção foi que um esmalte hipoalergênico da Risqué é muito mais caro do que um produto Colorama, que tem as mesmas propriedades, mas custa a mesma coisa que um esmalte comum.

Rótulos informam, mas com letras miúdas

Todos os produtos apresentam as informações obrigatórias (lote, validade, contato do SAC, composição e alertas como “produto inflamável” e “manter forado alcance de crianças”), mas em um tamanho muito pequeno, o que dificulta a leitura. 
Alguns estabelecimentos vendem os produtos em uma embalagem com as informações em um tamanho de letra adequado, o que facilita a vida do consumidor. Mas muitas farmácias e drogarias (como as que visitamos) vendem os frascos sem essa embalagem, atrapalhando a leitura do rótulo. Apesar de o uso da embalagem externa ainda não ser um padrão, os rótulos 
foram bem avaliados.

Usuárias preferem tons mais claros

No teste em uso, uma manicure aplicou o produto nas voluntárias, que levaram vida normal durante quatro dias. Tiramos fotos no dia da aplicação e no quarto dia, quando as voluntárias retornaram ao laboratório. As fotos foram analisadas por um software que indicou a porcentagem de esmalte que saiu das unhas após o período. Nenhum esmalte se manteve intacto, e também observamos que a diferença entre as marcas na durabilidade não é signif icativa, variando apenas entre bom e aceitável. Os esmaltes mais duradouros tiveram 
perda entre 13% a 18%, e os demais, de 20% a 30%.
As mesmas voluntárias responderam a um questionário quanto ao brilho, à homogeneidade da cor, à cremosidade do esmalte, ao tempo de secagem e à satisfação geral com o produto. Os esmaltes que mais agradaram às voluntárias foram os de tonalidades mais claras, não havendo diferença entre as marcas. Assim, os mais apreciados foram Colorama Via Láctea, Impala Top Blanc e Risqué Renda Hipoalergênico.


http://www.proteste.org.br/mulher/esmalte-alguns-podem-provocar-alergia-e-cancer-s540401.htm

terça-feira, 3 de maio de 2011

CÂNCER: O Melhor Ainda é Descobrir Logo 2ª Parte

Câncer de colo de útero


Segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, é responsável pelo óbito anual de perto de 230 mil pessoas. Para este ano, a previsão é de 19 mil novos casos no Brasil. 
A doença costuma se desenvolver devagar e é precedida de alterações nas células do colo do útero. Uma vez identificadas, dependendo do caso, é até possível frear seu avanço – este tipo de câncer é o que tem maior potencial de prevenção e cura. Caso contrário, à medida que progride, provoca sangramento vaginal, corrimento e dor. Vários fatores de risco contribuem para o seu desenvolvimento. Os mais importantes estão associados à atividade 
sexual precoce, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo e à multiparidade 
(número elevado de filhos).O vírus do papiloma humano (HPV) é também determinante para o surgimento do problema: como incide em mais de 90% dos casos, o uso de preservativo durante a relação sexual constitui uma forma de prevenção segura. Recentemente, foi liberada uma vacina para o HPV e seu uso pelo SUS está em estudo no Ministério da Saúde (só está disponível na rede privada). É importante, todavia, enfatizar que ela não protege contra todos os subtipos do HPV – por isso, o exame preventivo deve ser mantido mesmo por mulheres já vacinadas.
 A principal estratégia para detectar o problema é o papanicolau, um exame que pode ser feito em postos de saúde. Consiste na coleta de células do útero com uma espátula de madeira ou uma escovinha apropriada. Mulheres grávidas também podem fazer o exame. Diante de um resultado positivo, é o grau da anomalia das células que determina a conduta médica a ser adotada.O papanicolau é útil a todas as mulheres sexualmente ativas. Inicialmente, o exame deve ser feito a cada ano e, caso dois resultados seguidos se apresentem normais, é possível espaçá-lo para cada três anos.

Câncer de pulmão


É o tumor maligno mais recorrente do mundo e sua incidência vem crescendo na ordem de 
2% ao ano. De cada dez casos diagnosticados, nove estão associados ao fumo. Agentes 
químicos, como o cromo ou o cádmio, podem desencadear a doença. O baixo consumo de 
frutas e verduras, uma doença pulmonar obstrutiva crônica – enfisema pulmonar ou bronquite crônica – ou um histórico familiar de câncer de pulmão são outros fatores de risco.
Os tumores de localização central provocam tosse, sibilos, ronco, dor no tórax, escarros com sangue, falta de ar e pneumonia. Os de localização periférica em geral não mostram sintomas. Quando invadem a pleura (membrana que envolve o pulmão) ou a parede torácica, causam dor, tosse e falta de ar. O tumor localizado na parte superior do pulmão (tumor de Pancoast) geralmente compromete os nervos cervicais e torácicos, provocando uma dor no ombro que se irradia para o braço. A maneira mais fácil de se diagnosticar o câncer de pulmão é 
com um raio X do tórax. Contudo, isto nem sempre basta: é preciso complementar com uma tomografia, uma broncoscopia (endoscopia respiratória) e a contagem de células cancerígenas na expectoração.
A  broncoscopia consiste na introdução, pelo nariz ou pela boca, de um endoscópio, para visualizar o interior da traquéia e dos brônquios. Ele também é usado para realizar biópsias e tratamentos a laser ou aspirar secreções de eventuais hemorragias nos brônquios. Uma vez confirmada a doença, é preciso investigar se ela está restrita ao pulmão ou se se disseminou por outros órgãos. Para tanto, recorre-se a exames de sangue, raios X e ultra-sons.

domingo, 1 de maio de 2011

CÂNCER: O Melhor Ainda é Descobrir Logo

Nem sempre se pode prevenir o câncer, já que fatores hereditários e ambientais têm importância determinante na sua evolução. Mas é sempre possível rastreá-lo, para evitar o pior.



No Brasil, o câncer é a segunda doença que mais mata. Só perde para os distúrbios cardiovasculares. A exemplo do que acontece nos demais países, os tipos de tumor mais recorrentes, à exceção do câncer de pele, são os de próstata e de pulmão, entre os homens, e os de mama e colo do útero, entre as mulheres. Para 2008, estimam-se 467 mil novos casos. A propagação do câncer se dá por fatores externos – substâncias químicas, irradiação, vírus – ou internos: hormônios, condições imunológicas, alterações genéticas. Estes fatores podem agir em conjunto ou seqüencialmente. Assim, a detecção precoce é a principal arma para combater a doença. Quanto mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores as chances de cura, sobrevida e qualidade de vida.
No Brasil, o governo faz campanhas periódicas e incentiva a população a procurar os serviços de saúde para fazer os exames necessários para o rastreio de alguns tipos de câncer, como os de mama e colo do útero. Também há um incentivo, embora não tão planejado, para que os homens investiguem a possibilidade de um câncer de próstata. 
No caso do câncer de pele, o mais freqüente, o tratamento pode ser eficaz se for diagnosticado a tempo. Mas isso depende do paciente, que deve examinar regularmente a presença de manchas em sua pele e, se necessário, visitar o dermatologista.Conheça, a seguir, os exames que podem ser pedidos em cada caso e que podem significar a diferença entre a morte e a cura. Todos os exames abaixo estão disponíveis no SUS e são custeados pelos planos de saúde. Para maiores informações, a entidade de referência no assunto no Brasil é o Instituto Nacional do Câncer (Inca).


DIAGNÓSTICO DO CÂNCER


Câncer de mama


De longe o mais temido pelas mulheres, este tipo de câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nos anos 1960 e 70 sua incidência aumentou dez vezes. No Brasil, é o que mais mata mulheres: a cada ano,os novos casos crescem 22%. Sua incidência é bem mais frequente depois dos 35 anos de idade. É por isso que os especialistas recomendam o auto-exame e a visita regular ao ginecologista.

O principal sintoma do câncer de mama palpável é o nódulo, situado na própria mama ou na região das axilas, e acompanhado de dor ou não. Alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, ou um aspecto similar ao de uma casca de laranja, também são suspeitas. Nesses casos, o médico aconselha a mamografia. O exame é recomendado também quando não existem alterações aparentes, para rastrear a doença em grupos de risco.O histórico familiar é um fator a observar, especialmente se parentes de primeiro grau, mãe ou irmã, foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Todavia, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a cerca de 10% do total de casos. 

A idade, uma menarca (primeira menstruação) precoce, uma menopausa tardia (após os 50 anos), uma primeira gravidez depois dos 30 anos ou a nuliparidade (não ter tido filhos) são outros fatores de risco. O papel desempenhado nesse processo pelo uso de contraceptivos 
orais ainda é controvertido. As recomendações da Sociedade Americana de Câncer para o rastreio da doença são: uma consulta ginecológica no mínimo de três em três anos e o auto-exame mensal para mulheres na faixa de 20 a 39 anos. A partir dos 40 anos, o exame clínico deve ser anual e a mamografia, a cada dois anos. Mulheres pertencentes a grupos de risco devem começar a investigar a doença com 35 anos. A  mamografia é o exame radiográfico da glândula mamária capaz de mostrar lesões de apenas alguns milímetros. 

Neste exame, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens. O desconforto provocado é discreto. O procedimento não conclui se a lesão é benigna ou não. Por isso, se forem detectadas anomalias, será necessário submeter-se a outros exames, como uma ultra-sonografia mamária, uma ressonância magnética ou uma biópsia.


Câncer de próstata


Representa cerca de 10% do total de casos registrados de câncer no mundo – e o mais freqüente na população masculina.  Na maioria dos casos, tem crescimento lento e acomete sobretudo indivíduos com mais de 50 anos. Por isso, a idade é fator de risco determinante não só para sua incidência como para a mortalidade. Outro fator a considerar é de cunho genético: um histórico familiar de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode elevar o risco de contrair a doença em três a dez vezes.

Em fase inicial, este tumor tem evolução silenciosa: muitos pacientes não têm sintoma algum ou, quando têm, os confundem com os resultantes do crescimento benigno do órgão – dificuldade para urinar ou freqüência urinária aumentada. Numa fase avançada da doença, podem aparecer dor óssea, infecções generalizadas ou insuficiência renal.O diagnóstico é feito pelo o que retal e pelo exame da dosagem do antígeno prostático específico (em inglês, PSA). Estes podem sugerir a necessidade de um  ultra-som pélvico (ou endorretal). Este exame, por sua vez, indicará se é preciso fazer uma biópsia prostática transretal. Alguns médicos recomendam o toque retal e a dosagem de PSA a todos os homens depois dos 50 anos. 

Grupos de risco devem começar a rastrear a doença a partir dos 45 anos. A dosagem de PSA é apurada com um exame de sangue. O valor-limite aceitável é inferior a 4ng/ml. Mais alto, deve ser investigado. Entretanto, o PSA tende a aumentar com a idade: cerca de 75% dos homens com PSA elevado não têm câncer de próstata. Além disso, muitos idosos têm um “câncer de próstata dormente”, que não representa ameaça de vida. Considerar como ameaça aquilo que, na prática, não é doença pode, portanto, transformar indivíduos saudáveis em pessoas doentes, portadoras dos efeitos secundários do tratamento – isto é, disfunções erétis e incontinência urinária, entre outros.

Um aumento do nível de PSA sugere a necessidade de um ultra-som endorretal. Da mesma 
forma, quando o toque retal apresenta resultados suspeitos, recomenda-se o exame. Durante este procedimento, uma sonda é introduzida no reto de modo a permitir visualizar as 
estruturas internas do órgão. No mesmo exame é possível coletar material para biópsia.

Ponto de vista eletrônico

Próximos artigos abordaremos outros tipos de câncer, aguardem.