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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Jogos de Tiro em Primeira Pessoa Melhoram o Desempenho do Cérebro



De acordo com o artigo da Scientific American Mind, “How Video Games Change the Brain”, há um crescente número de pesquisas científicas mostrando resultados positivos em relação a como os vídeo games alteram o cérebro humano. Em particular, os jogos de tiro em primeira pessoa são aqueles que melhoram com mais eficiência as funções cognitivas e a capacidade de aprendizado – algo que traz benefícios para a vida real, não se limitando apenas aos games.
Além da coordenação entre olhos e mãos, o artigo cita estudos nos quais os resultados apontam para um desempenho melhor dos gamers (em relação a quem não joga) em testes envolvendo tomada de decisões, raciocínio espacial, foco espacial e acuidade visual. De acordo com a neurocientista Daphne Bavelier, “os video games melhoram a conexão através e dentro de diferentes regiões do cérebro”, considerado pelo artigo como o “Santo Graal da educação”.
Contudo, não é preciso jogar por anos para ver resultados. Em um estudo de 2006, conduzido por Bavelier e pelo pesquisador C. Shawn Green, 15 pessoas não gamers jogaram uma hora diária durante 10 dias (nove Medal of Honor: Allied Assault e oito Tetris). Comparando os resultados das provas feitas antes e depois da jogatina, quem jogou o FPS apresentou uma melhoria nos três testes envolvendo atenção visual.
Outros estudos, de 2007 e 2011, apontam que jogar video games também pode ajudar no tratamento de problemas oculares específicos. Entretanto, nem todos os resultados são positivos: o artigo indica que um efeito colateral de jogos de tiro é o aumento temporário da irritabilidade e da violência. Por causa disso, há grupos de pesquisadores procurando meios de desenvolver games que influenciem apenas os efeitos positivos da jogatina.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Como Desenvolver Memória Fotográfica em um Mês


É possível ter uma mente como a de grandes gênios, repleta de registros, como acontecia com Albert Einstein. Esta matéria mostra para você que só é necessário um pouco de treinamento.



Ter uma memória fotográfica é algo muito desejado, porém, bastante raro e, grande parte das pessoas que a tem já nasce com ela. No entanto, segundo o site eHow, é totalmente possível treinar a mente para lembrar de detalhes em fatos do dia a dia.

O treinamento conta com sete passos simples e exige apenas dedicação. Em um mês você já deve ser capaz de registrar informações com muito mais facilidade. Assim, fica muito mais fácil memorizar qualquer texto ou situação. Você não vai precisar perder muito tempo decorando conteúdo para provas, nem mesmo precisar de papel para anotar endereços ou números de telefone que visualizar em algum lugar. Pronto para o desafio?

Antes de começar, tenha em mente que, mesmo que a média de aprendizagem seja de um mês, o sistema pode ser demorado e cada pessoa tem seu tempo para absorver a técnica. Não perca a paciência, nem desista no meio do caminho. O processo que vamos ensinar é usado em treinamento militar há mais de 70 anos e é muito eficiente, basta ter persistência. Depois de muito treino, você será capaz de executar a técnica em qualquer lugar, a qualquer hora do dia.

Atenção: o processo deve levar cerca de um mês e você precisa repetir diariamente o treinamento, durante 15 minutos. Neste primeiro mês, seus olhos devem demorar cerca de cinco minutos para se ajustarem a leitura na luz natural.

1 Prepare uma folha de papel com um parágrafo impresso isoladamente, ou pegue uma folha em branco e recorte um retângulo no meio, criando o espaço necessário para um parágrafo de livro ou revista que você escolheu para memorizar durante o treinamento.

2 Encontre um quarto escuro, totalmente livre de distrações. Pode ser uma sala, seu quarto ou, até mesmo o banheiro. O importante é que o local seja escuro e que proporcione total foco no processo. Lembre-se de que você não ser interrompido por 15 minutos.

3 Sente-se ao lado do interruptor de luz com o seu livro e a folha em branco.

4 Cubra a página inteira, deixando à mostra apenas o parágrafo escolhido. Feche os olhos e abra. Então, ajuste a distância do livro de forma que seus olhos se concentrem instantaneamente e com facilidade no conteúdo.

5 Desligue a luz. Você vai ver um brilho enquanto seus olhos se acostumam à escuridão. Sem perder o foco do texto, ligue a luz por um segundo e desligue rapidamente.

6 Com isso, você deve ter uma espécie de impressão do conteúdo em seus olhos. Quando a imagem do texto desaparecer, ligue e desligue novamente a luz, com um intervalo de apenas um segundo.

7 Repita o processo até que você consiga se recordar de cada palavra do texto escolhido. Após alguns minutos, você será capaz de visualizar mentalmente o parágrafo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Beber Demais Pode Encolher o Seu Cérebro

Estudo evidencia que o nível de receptores de dopamina pode estar relacionado ao alcoolismo.



Um estudo, conduzido nos Estados Unidos, avaliou os efeitos do consumo crônico de álcool em ratinhos com e sem receptores para a dopamina, o neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e motivação.
Durante seis meses, a metade de cada grupo bebeu apenas água, enquanto a outra bebeu uma solução incrementada com 20% de álcool. Os pesquisadores descobriram que os ratos sem os receptores DRD2 apresentaram mais danos cerebrais que os ratos normais. Além disso, o tamanho do cérebro também mostrou alterações.

Os resultados

O resultado da pesquisa demonstrou que o consumo crônico de álcool por parte dos ratos sem receptores provocou uma atrofia significativa do cérebro como um todo, e que algumas áreas — especialmente as responsáveis pela fala, memória de longo prazo, sinais motores e informação sensorial — chegaram a encolher. Os ratos normais não apresentaram os mesmo sinais. O fato de que apenas os ratos sem dopamina apresentaram esses danos sugere que o receptor tem um importante papel na proteção contra a atrofia cerebral e a exposição crônica ao álcool.
Portanto, humanos com baixos níveis de receptores DRD2 podem ser mais susceptíveis a se tornarem alcoólatras e, de acordo com um dos autores do trabalho, estudos como este podem nos ajudar a entender o papel da variação genética no alcoolismo e nos danos cerebrais em humanos, apontando melhores estratégias para prevenção e tratamento.