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quinta-feira, 15 de março de 2012

Mais de 1 Milhão de Casas Brasileiras Usam a Banda Larga Popular

Ministro das Comunicações afirma ainda que Brasil desperta interesse de investidores do setor por apresentar um mercado em franca expansão.

Ministro Paulo Bernardo divulga dados do PNBL. (Fonte da imagem: Reprodução/Portal das Comunicações)

Na última quarta-feira (14), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou, em audiência pública no Senado Federal, que a banda larga popular já chega a 1,2 milhão de lares brasileiros. A marca é alcançada menos de seis meses depois do lançamento oficial do Programa Nacional de Banda Larga, em outubro de 2011.
Em sua exposição, Bernardo apontou a melhoria da renda média do brasileiro na última década como o principal fator para o aumento do número de casas conectadas à internet no país. Isso seria ainda motivação para um interesse maior de empresas do setor no mercado brasileiro, que apresentaria mais potencial de expansão do que outras regiões.
Segundo o Portal das Comunicações, o ministro ainda teria revelado dados que mostram uma tendência do brasileiro às redes móveis. Segundo Bernardo, em 2011 o acesso à banda larga móvel cresceu 103%, enquanto que o número de usuários de banda larga fixa aumentou apenas 19%.

4G, banda larga no campo e novo marco regulatório

Para 2012, a prioridade é a licitação das faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz, além da faixa 450–470 MHz, que permitiriam a implantação da telefonia móvel de quarta geração no país, bem como o fornecimento de conexão rápida à internet para o meio rural.
Outro ponto que deve receber um cuidado especial por parte do Governo Federal em 2012 é a discussão sobre o novo marco regulatório das comunicações eletrônicas. Por meio de consultas públicas, o governo vai querer saber a opinião da população sobre temas ligados à radiodifusão e também às telecomunicações.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Medidor de Velocidade é Obrigatório Para Operadoras de Banda Larga


Num país em que parece que nada é feito, a impunidade rola solta e as grandes empresas podem fazer o que quiser sem medo de punição, até que enfim uma boa notícia: a resolução da Anatel para melhorias no serviço de banda larga começa a ser aplicada na prática.

Aprovada no ano passado, a resolução número 574 estabelece metas mais próximas da velocidade contratada. É muito comum que as empresas de acesso à internet garantam apenas 10% do limite contratado, porcentagem esta que será aumentada gradativamente. Normalmente o problema da baixa velocidade é sentido por usuários em cidades menores ou bairros afastados dos grandes centros. De qualquer forma o justo é receber por aquilo que pagou. Se a operadora não tem capacidade para prestar o serviço, deveria deixar de prestá-lo ou então adaptar a velocidade contratada e os preços à sua realidade.

A partir desta quarta-feira, dia 29, as operadoras de banda larga fixa precisarão fornecer no seu site um medidor de velocidade. Ele deverá ficar em local de fácil acesso, além de ter instruções de uso para os consumidores. Cada cliente poderá ver o medidor no site da sua operadora, sendo elas Oi, Net, Telefônica, GVT, CTBC Telecom, Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom. Apenas devem adotar a medida as operadoras com mais de 50 mil clientes.

O medidor de velocidade deve indicar a data e hora da medição e sua localização, a velocidade instantânea, a latência bidirecional, a variação de latência (jitter) e a taxa de perda de pacotes.

A princípio a velocidade instantânea (aquela obtida em cada teste) não poderá ser inferior a 20% da velocidade contratada, tanto para download como upload, em 95% das medições. 20% ainda é pouco, sendo válido para o primeiro ano a partir de novembro de 2012. Nos dois anos seguintes a meta será aumentada para 30 e 40%. Isso dará chance às operadoras para aplicação das modificações necessárias na infraestrutura para atender a todos os clientes. Até outubro/novembro a velocidade mínima obrigatória continua sendo 10%.

A velocidade média observada nas medições também ficará mais rígida: a partir de outubro, no primeiro ano deverá ser de 60%, passando para 70% e 80% nos dois anos seguintes. Até outubro teremos um período de adaptação, onde as operadoras não serão punidas se não fornecerem o medidor.

Há mais detalhes no site da Anatel.