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quarta-feira, 28 de março de 2012

Prejuízo de R$ 710 milhões Faz a Gol Demitir e Reduzir Voos e Frota

Aviação. Sem conseguir repassar o aumento dos custos operacionais para as passagens, companhia se vê obrigada a mudar planos para diminuir os custos e tentar sair do vermelho; empresa deve deixar de realizar entre 80 e 100 voos por dia


Por MARINA GAZZONI - O Estado de S.Paulo
A companhia aérea Gol não conseguiu repassar o aumento de custos nos preços das passagens em 2011 e fechou o ano com prejuízo líquido de R$ 710 milhões. Para reverter as perdas, a empresa prevê redução de frequências, de frota e demissões este ano, segundo informações divulgadas ontem pelo presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior, em teleconferência.
A guerra de tarifas no setor aéreo custou caro à empresa. Em um ano em que os custos aumentaram 23%, a Gol reduziu preços em 4,8% e a conta não fechou. Os vilões foram, principalmente, as variações do câmbio e do preço do combustível - que subiu 33%, em média. Com tudo isso, a empresa faturou R$ 7,5 bilhões, 8% a mais que em 2010, mas perdeu dinheiro. "A demanda foi artificialmente estimulada por baixas tarifas em 2011", disse Constantino Júnior.
Neste ano, a empresa aérea quer virar o jogo. Ela abriu mão do crescimento para focar na rentabilidade. "À medida que sofremos uma pressão de custos, revisamos nosso plano de malha e enxergamos a necessidade de reduzir de 80 a 100 voos diários da companhia, 80% deles na Gol e 20% na Webjet", disse Constantino. Esse corte representa um ajuste médio de 8% nos 1.100 a 1.150 voos diários operados no primeiro bimestre de 2012 pela Gol e pela Webjet, companhia adquirida em 2011.
Segundo Constantino, a empresa não deixará de operar nenhum destino. Os voos cortados são os menos rentáveis, a maioria deles noturnos, e para cidades onde a empresa já opera em outros horários. "Seria um erro permanecer com voos que dão prejuízo e talvez comprometam a sobrevivência da empresa", disse o presidente da Gol.
Preços. Com menos voos, a expectativa da Gol é que os preços subam. Em 2012, o passageiro que quer viajar de avião, mas só se pagar pouco, terá mais dificuldade que no ano passado em encontrar passagens baratas.
Além disso, para voar com aeronaves mais cheias, a Gol está revisando seu plano para a frota em 2012. A projeção ainda não está fechada, mas a empresa pretende reduzir o número de aviões em operação por meio de transferência de modelos para a Webjet, que opera aviões mais antigos e menores. Inicialmente, a empresa definiu que adicionará quatro aviões novos à frota da Gol e vai transferir dez aviões para a Webjet. Os modelos Boeing 737-300, em operação na Webjet, serão desativados. Com essa estratégia, a oferta de assentos de Gol e Webjet terá crescimento zero em 2012.
No fim de 2011, Gol e Webjet voavam com 145 aviões. A taxa de ocupação da Gol no ano passado foi de 68,8%, abaixo da média do mercado. "Na ânsia de crescer, a Gol saiu comprando aviões nos últimos dois anos e acabou voando para rotas pouco rentáveis. Não conseguiu encher o avião e agora decidiu reduzir frequência e demitir", disse o consultor de aviação, Nelson Riet.
A necessidade de cortar pilotos e comissários, revelada pelo Estado no dia 15 de março, é consequência desse processo de redução de voos. "Todo esse movimento de abertura de um programa de licenças não remuneradas e demissão voluntária para pilotos tem sido feito para se adequar à nova realidade da companhia", admitiu Constantino. "Estamos fazendo o possível para evitar demissões", completou.
Na metade do mês, o Estado questionou a companhia sobre a intenção de cortar trabalhadores e frequências. A empresa respondeu, em comunicado ao jornal, que "não havia reestruturação em curso" e que as reduções de voos eram efeitos "sazonais", normais para períodos de baixa temporada.
No dia 6 de março a Gol abriu um programa de licenças não remuneradas para pilotos e comissários. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, a Gol informou que pretendia atingir 220 trabalhadores no programa de licenças, divididos entre pilotos e comissários. Questionado ontem, Constantino não quis informar sua meta de redução no número de tripulantes.
Concorrência. A Gol não foi a única companhia brasileira a fechar no vermelho em 2011. A TAM registrou um prejuízo líquido de R$ 335,1 milhões no ano passado. As perdas menores da TAM são resultado, em parte, da atuação da empresa no mercado internacional.
"A operação internacional está mais rentável que a doméstica. A oferta está mais equilibrada e o câmbio está favorecendo as viagens de brasileiros ao exterior", disse o consultor em aviação da Bain & Company, André Castellini.
A Gol não quer perder esse filão e, apesar de afirmar diversas vezes que seu foco é o mercado doméstico, começará a voar para Miami até o dia 1.º de julho. "Mantemos o foco no mercado doméstico. No internacional, estamos explorando uma oportunidade. Mas o que não estamos dispostos a mudar é o conceito da empresa, que continuará a ser de baixo custo e com frota padronizada", disse Constantino.
Link: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,com-prejuizo-de-r-710-milhoes--gol-vai-demitir-e-reduzir-voos-e-frota-,854221,0.htm

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Corinthians foi ajudado ou não contra o Linense?

Afinal, o Corinthians foi ajudado ou não? Na partida contra o Linense.
Segundo o próprio árbitro da partida ( Marcelo Rogerio ) que logo ao fim do jogo pede desculpas aos jogadores do Linense, acredito que por causa da pressão que ele deve ter sofrido.
Mas a pergunta é, ele realmente viu falta no lance?, lance este que foi reprisado várias vezes em todos os programas de televisão. 
Pois aqui está a foto do que o árbitro realmente viu.


Vendo esta foto, me digam, Fabão se apoia ou não no meia Danilo. Dizer que houve apito amigo neste lance é uma estupidez. O árbitro não foi bem concordo, mas nos lances capitais ele se comportou corretamente, ainda que acredito que Jorge Henrique do Corinthians deveria ter sido expulso pela agressão no tornozelo de um companheiro de profissão, mas esse lance não influenciou no placar da partida.