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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Câncer de Mama Deve Ser Considerado Como Dez Doenças Diferentes



O que hoje chamamos de câncer de mama devem ser considerados como dez doenças diferentes, segundo um estudo inovador que acaba de ser publicado pela revista Nature, considerado o mais extenso sobre este assunto até esta data. A nova classificação, com base na impressão digital genética de tumores pode melhorar o tratamento, permitindo adaptar as drogas  a cada caso, aumentando as taxas de sobrevivência.

Analisando a genética das células tumorais de 2.000 pacientes, os pesquisadores das Universidades de Cambridge (Reino Unido) e British Columbia (Canadá) foram capazes de distinguir dez categorias, cada uma com características comuns genéticas e moleculares, que também são relacionadas diferentes taxas de sobrevivência. Entre elas, as categorias 2 e 5 parecem ter uma chance de 40% de sobrevivência de 15 anos.E a 3 e 4 tem taxa de sobrevivência de cerca de 75% no mesmo período. 

No caso das terapias, há apenas uma específica para um dos dez tipos de cancros da mama identificados: a Herceptin, que já é utilizada na clínica atual. Para todas as outras ainda são usadas as terapias "standard", como quimioterapia ou radioterapia. No entanto, os genes recém-identificados podem servir como um caminho para desenvolver  novos tratamentos.
"É um grande passo para a criação de uma enciclopédia genética do câncer de mama, -que hoje é um "termo guarda-chuva" que engloba diversas condições-, e durante a investigação, percebemos que existem mais subtipos do que imaginávamos", disse Sam Aparicio, co-autor do estudo. "Em essência, demos um grande salto para descobrir qual é o aspecto de um tumor de mama sob um microscópio para saber a sua exata anatomia molecular, e que, eventualmente, saberemos que fármacos usar", acrescenta o seu colega Carlos Caldas.

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